| Douglas Reis |
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| O presidente do DAE, Eric Fabris, determinou abertura imediata de sindicância para apurar as causas do erro |
O Departamento de Água e Esgoto (DAE) registrou um problema com o envio das contas de Taxa de Conservação e Manutenção da Rede, cobradas anualmente dos proprietários com terrenos sem edificação com ligação à rede de água. Houve divergência de dados em parte das correspondências e a autarquia orienta os contribuintes a desconsiderarem a cobrança. Uma nova conta será enviada em breve aos munícipes que possuem esses lotes.
O prejuízo para o DAE, contudo, chega a R$ 40 mil, de acordo com o presidente Eric Fabris. Ele já determinou a abertura de sindicância para apurar as causas do erro e até mesmo possível ressarcimento. Em nota enviada ontem à imprensa, a autarquia cita que a falha foi da empresa responsável pela confecção das notificações.
Ao JC, Fabris explica que a apuração será necessária para esclarecer o ocorrido. "Nós terceirizamos o serviço de emissão das contas e, aparentemente, a empresa cometeu algum erro no software, porque, na frente da conta, aparece um nome, na parte de trás outro nome. Isso gerou um prejuízo de postagem, de cerca de 20 mil contas nos Correios, algo estimado em R$ 40 mil. Alguém tem que se responsabilizar por isso", frisa. "É uma questão financeira e também moral, pela imagem da autarquia. É muito desagradável você receber uma conta errada", completa o dirigente.
CONTRATAÇÃO
O DAE não informou o nome da empresa terceirizada, que teria cometido o erro. Porém, o único contrato vigente que consta no site da autarquia para esse tipo de serviço é de uma companhia de Minas Gerais.
O contrato prevê a locação de coletor, impressora, software, insumos para leitura e emissão simultânea de contas, bem como desenvolvimento, incluso chip de telefonia móvel com pacote de dados para todos os equipamentos, transmissão online de dados e coordenadas GPS, implantação (treinamento) e manutenção do software e hardware.
CONTRATO
O JC entrou em contato com a empresa mineira, porém, a informação obtida é que qualquer assunto relativo ao DAE deve ser tratado diretamente junto à autarquia. O contrato foi assinado em abril do ano passado, com validade de um ano, ao preço de R$ 39.500,00 por mês, totalizando R$ 434.500,00 no período.
O documento cita a emissão de 135 mil contas mensalmente e o treinamento de funcionários do DAE e o suporte técnico necessário. No caso, essas contas são as de consumo, cobradas todos os meses, enquanto as que apresentaram problemas são emitidas apenas uma vez por ano, mas usariam os dados emitidos pelo software da empresa contratada.
