Regional

Policial aposentado de 57 anos é preso por latrocínio em Macatuba

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Polícia Civil/Divulgação
Além da arma do crime, polícia apreendeu objetos usados no disfarce do suspeito e extratos

Um policial militar da reserva de 57 anos foi preso nessa quarta-feira (19), em Macatuba (46 quilômetros de Bauru), após confessar que matou a tiros um aposentado de 67 anos no último sábado (15). O suspeito fez vários empréstimos bancários e saques usando o cartão e senha da vítima. Ele foi indiciado por latrocínio (roubo seguido de morte), e, no fim da tarde, teve a prisão temporária decretada por trinta dias.

O corpo de Joaquim Pereira de Souza foi encontrado por um trabalhador rural no domingo (16), por volta das 9h30, em uma área de mata próxima a um trevo, na zona rural de Macatuba. De acordo com a polícia, ele tinha três perfurações na barriga causadas por disparo de arma de fogo. Como não havia nenhum documento junto ao corpo, ele foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Bauru para posterior identificação.

A Polícia Civil passou a investigar o caso e, na segunda-feira (17), um dos filhos de Joaquim procurou a delegacia para comunicar o desaparecimento dele. Na terça-feira (18), ele reconheceu o corpo do pai no IML e revelou à polícia que o aposentado estava com o aparelho celular e a carteira com documentos, dinheiro, cartões e senha bancária quando saiu de casa. A partir daí, a polícia passou a tratar o caso como latrocínio.

De acordo com o delegado Marcelo Bertoli Gimenes, consulta bancária revelou que, de sábado até terça-feira, ocorreram saques da conta do aposentado e empréstimos consignados em seu nome. "Imagens da agência bancária mostraram que a pessoa que fez os saques estava de óculos escuros, máscara cirúrgica e boné", diz. Na manhã desta quarta-feira (19), o mesmo homem tentou fazer novo saque e o gerente avisou a polícia.

PRISÃO

A Polícia Militar (PM) deteve o suspeito quando ele entrava em seu veículo, uma Fiorino branca. Segundo o delegado, o PM da reserva Luiz Alberto de Rosa acabou confessando o crime. No carro dele, foram localizadas cápsulas deflagradas de calibre 380 e dinheiro, além da máscara cirúrgica e do boné usados no disfarce. Na casa do suspeito, foram apreendidos uma pistola e extratos em nome da vítima.

De acordo com Gimenes, Rosa alegou que se desentendeu com Joaquim na sexta e no sábado em uma praça no centro e decidiu chamá-lo para dar uma volta em seu carro para que "resolvessem as diferenças". Ele diz que deixou a vítima no trevo após novo desentendimento e, com remorso, retornou para buscá-lo, mas teria sido ameaçado com canivete e atirou para se defender.

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