Tribuna do Leitor

Impeachment

Pedro Valentim
| Tempo de leitura: 1 min

Depois das bombásticas gravações da Diretoria da JBS, o caminho natural para o Michel Temer seria a renúncia imediata do mandato na Presidência da República.

Mais ele não irá tomar essa atitude mesmo porque ele possui, como mandatário da Nação, o foro privilegiado. E sabe muito bem e já deve ter sido alertado que se renunciar as acusações seriam enviadas para o juiz Sérgio Moro que, com certeza, decretaria imediatamente a sua prisão.

Então, tudo leva a crer que não teremos nenhuma renúncia e sim mais um desgastante processo de impeachment. Justo num momento em que a economia dava sinais de recuperação. Mas este é o preço que temos de pagar por causa da Democracia e do Estado de Direito.

Há outra possibilidade que é do próprio Temer chamar Eleições Gerais para a Presidência e Congresso, mas é notório que não terá essa grandeza. O Supremo Tribunal Federal, que autorizou abertura de Inquérito contra Temer, poderia afastá-lo até o término das investigações. Mas na linha sucessória vem os presidentes da Câmara e do Senado, ambos denunciados na Lava Jato. Causou estranheza o ministro Edson Fachin ter negado o pedido de prisão do senador afastado Aécio Neves. Por muito menos o Supremo Tribunal Federal decretou a prisão do ex-senador Delcidio do Amaral.

E tudo isso que acontece tem que ser comemorado e não causar desânimo nos brasileiros. Porque essa roubalheira e patifaria acontece há 500 anos no País e só nos últimos dez anos que começou ser apurada para valer pelo Ministério Público, Polícia Federal e Supremo Tribunal Federal com políticos, empresários, autoridades e gente com dinheiro atrás das grades. O Brasil político-administrativo passa por um autêntico exame de fezes. Quem sabe dessa cachoeira de excrementos e roubalheiras brote uma nação menos corrupta e injusta.

 

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