O dólar fechou em alta pelo terceiro dia seguido ante o real na ontem. Ainda assim, o avanço nesta semana encurtada foi ameno, já que na segunda-feira a queda havia sido forte. Predominou uma sensação de aversão ao risco, em função de fatores internacionais e com a tradicional cautela antes do feriado prolongado.
O dólar terminou com alta de 0,32%, a R$ 3,157. O giro registrado na clearing de câmbio da B3 foi de US$ 940,645 milhões. Como os mercados brasileiros estarão fechados amanhã, enquanto o resto do mundo opera normalmente, os investidores domésticos preferiram optar pela cautela e comprar dólares.
A cautela do investidor também limitou os ganhos do Índice Bovespa. Enquanto as ações de empresas ligadas a commodities avançaram, reduzindo perdas recentes, os papéis do setor financeiro continuaram no terreno negativo, num sinal de que o risco político segue elevado no cenário doméstico. Com isso, o Índice Bovespa, que chegou a subir 1,19% pela manhã, perdeu fôlego gradativamente no decorrer da tarde e fechou com ganho bem mais modesto, de 0,56%, aos 63.760,61 pontos. No acumulado da semana mais curta, o indicador contabilizou alta de 1,49%. No mês, no entanto, há perda de 1,88%.
A alta do dia foi garantida principalmente pelas ações da Vale, das siderúrgicas e da Petrobras. O setor elétrico acompanhou o ritmo de recuperação e também teve bom desempenho. Os papéis da Vale responderam à divulgação dos dados de produção no primeiro trimestre, que somou 86,2 milhões de toneladas de minério de ferro, com alta de 11,2% sobre o mesmo período do ano anterior. Vale ON terminou o dia com ganhos de 5,17%, enquanto Vale PNA avançou 5,87%. Petrobras ON e PN subiram 1,57% e 2,06%, respectivamente. Itaú Unibanco PN teve queda de 1,46%, Bradesco PN recuou 1,74% e Bradesco ON perdeu 1,12%.