Tribuna do Leitor

Você é corrupto?

Leonardo Kenzo Yamaguti
| Tempo de leitura: 1 min

O Brasil vem enfrentando nos últimos anos uma grande crise política, pormenorizado pelo impeachment da presidente Dilma; os escândalos da Lava Jato, etc.

Problemas como estes levaram grande parte da população às ruas, com a finalidade de protestar. Porém, será que essas pessoas também não são corruptas?

A propósito disso, nos lembramos dos ideais maquiavélicos: "os fins justificam os meios", ou seja, furar fila; um simples roubo; o ato de colar na prova, fere a ideologia da qual a população brasileira acha correta.

Em pequenas situações corriqueiras do dia a dia podemos notar que qualquer cidadão pode ser enquadrado como corrupto; a diferença de tais com os políticos gira em torno da amplitude e prejudicialidade do ato cometido.

Os estudiosos Rousseau e Hobbes desde sempre discutiram se "O homem nasce bom e a sociedade é que o corrompe" ou se "O homem nasce mau e a sociedade que o torna bom", porém, não há só essas duas perspectivas, há ainda a de que o homem não nasceu nem bom nem mau, que explica o fato de vivermos numa sociedade pautada de regras pré-estabelecidas, inclusive que definem o que é bom e o que é ruim.

Sendo assim, cabe à escola e os pais estabelecerem de acordo com suas culturas e preceitos o caráter do indivíduo.

Para concluir, como já dizia Imannuel Kant, "O ser humano é aquilo que a educação faz dele". Para melhora dessa crise política, é necessário primeiramente que essa mudança de caráter se inicie em casa, com os pais na formação dos filhos, como também na escola como ambiente de criação de opinião.

 

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