Tribuna do Leitor

Chora, neymar!

Demerval Assis da Silva
| Tempo de leitura: 2 min

Nunca saberemos exatamente o porquê do choro do jogador Neymar, inegavelmente um dos maiores jogadores do mundo. Mas achei muito bonito a cena dele junto a outro craque brasileiro, Daniel Alves, que o acolhe em um abraço depois da derrota e eliminação da Copa dos Campeões do poderoso Barcelona para a "Vecchia Signora", a Juventus, italiana.

Prova que somos todos (se não iguais) muito parecidos, pois somos todos humanos, criaturas frágeis e falhas, na maioria dos anos que temos de vida. Nem todo o dinheiro que Neymar acumula até agora, e tudo o que este pode comprar, é capaz é evitar os tropeços e as dores provenientes destes. No auge de sua carreira como o principal craque da seleção brasileira, goza do privilégio de ser o "N" do trio MSN, precedidos na ordem alfabética por Lionel Messi e Luiz Soares, todos sul-americanos, no mais alto degrau da fama, um seleto grupo, do primeiro mundo (do futebol) europeu.

Festas maravilhosas, lindas mansões, jatinhos, coleções de carros valiosíssimos, iates caríssimos e belas mulheres (e sem discutir o talento que possuem), mas que só muito dinheiro poderia comprar. Então, o que seria suficiente para mim, você ou Neymar, pois somos todos do mesmo barro e não se engane ao dizer que "eu não", se tivermos um, vamos querer dois, se dois, quereremos um milhão, e matematicamente, nem pensar em se contentar e parar com essa pequena quantia.

"Ser humaninho", que como diz um amigo meu, que seria o ser humano, bem pequenino mesmo. Ser este que inversamente às leis, quanto mais come, mais tem fome, porque nunca soube ou então se esqueceu que o vazio de nossas almas não se preencherá nunca com a matéria. Por que precisamos de mais, por que precisamos de muito mais, precisamos de Deus em nossas vidas, ou quanto mais cheios estivermos, mais vazios seremos. E lembrando a semana santa, passada há pouco, ainda é tempo recordarmos das 30 moedas ganhas por Judas, pela venda do Cristo. Também do ombro amigo que Daniel ofereceu para o choro do amigo Neymar e que, igualmente, não tem preço.

Se você quiser discordar, quanto ao barro do nosso feitio, parabéns, você também pertence a um outro seletíssimo grupo, talvez dos que nunca choraram.

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