| Samantha Ciuffa |
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| Titular da Secretaria de Economia e Finanças, Everson Demarchi |
A Secretaria Municipal de Finanças fechou o balanço do primeiro trimestre de 2017 (janeiro, fevereiro e março), com crescimento pequeno na arrecadação. O secretário Everson Demarchi concluiu o fechamento na última sexta-feira (21), e a receita total acumulada nos três primeiros meses do ano foi de R$ 208.545.272,00, contra R$ 196.850.500,00 do mesmo período de 2016, um crescimento nominal de 5,94%.
Porém, a Receita Corrente Líquida (RCL) teve aumento menor. Índice mais utilizado em termos de arrecadação, a RCL não computa alguns repasses e verbas carimbadas, por exemplo, e, por isso, sempre é menor do que o total do orçamento.
Em 2016, a RCL fechou os três meses iniciais do ano com R$ 193.712.672,00, enquanto, em 2017, foi de R$ 200.327.011,00, um crescimento nominal de apenas 3,24%.
"A RCL é usada para vários cálculos, como o próprio limite de folha de pagamento, e o crescimento foi baixo, se descontada a inflação acumulada do período, de um ano para outro (na casa de 4,5%), tivemos perdas, na verdade", cita Demarchi.
Os dois principais tributos que compõem a arrecadação no começo do ano são o ICMS e o IPVA, informa o secretário. O ICMS rendeu R$ 43,5 milhões (aumento de apenas 0,32% na comparação com o ano passado), enquanto o IPVA gerou pouco mais de R$ 55 milhões (crescimento de 0,93%).
IPTU
Já o IPTU começou a ser pago pelos contribuintes de Bauru neste mês. A parcela única, com desconto de 10%, e também a primeira parcela para quem optou em pagar em várias vezes venceu na segunda-feira da semana passada. "No ano passado, arrecadamos 21% do previsto na primeira etapa, que é o pagamento à vista e a primeira parcela, e neste ano esse índice foi maior, 26% do total previsto para o IPTU em 2017", aponta.
De acordo com Demarchi, o IPTU gerou neste primeiro momento R$ 22.691.800,00 aos cofres da prefeitura. O total esperado até o final do ano (com o pagamento do restante das prestações, para quem optou pelo parcelamento) é de R$ 86 milhões. "Não se trata de mais receita, mas de uma antecipação do pagamento. Alguns fatores contribuíram, pois houve uma boa divulgação na imprensa, além do trabalho da prefeitura, através das secretarias de Finanças e Jurídico. O desconto de 10% na parcela única também colabora", conclui. O imposto corresponde a cerca de 9% da receita total do município ao longo do ano.
