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Dengue cai e vacina é boa opção de prevenção


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Palestra na Unimed foi conduzida pela gerente médica do laboratório Sanofi-Pasteur, Denise Abud

A eficácia da vacina contra dengue e o impacto positivo que ela traz foi tema do Encontro Regional Dengue Bauru, realizado neste mês, no Auditório do Hospital Unimed Bauru (HUB) para médicos em geral. A palestra foi conduzida pela gerente médica do laboratório Sanofi-Pasteur, Denise Abud.

A abertura foi feita com um vídeo da campanha de vacinação realizada no Paraná. Em seguida, Denise Abud apresentou dados sobre a doença. De acordo com ela, o sorotipo 1 foi predominante nos anos de 2013, 2015 e 2016. "Temos observado que os sorotipos 2 e 3 já não circulam há um bom tempo e nosso temor é de que eles voltem com mais força nos próximos anos", explicou. O ano de 2015 bateu recorde no número de casos da doença no Brasil. Foram 1,7 milhão de registros, sendo que 844 evoluíram para óbito. Já em 2016, foram 1,5 milhão de casos, com 800 óbitos.

Este ano mostra um cenário atípico. Os casos de dengue caíram cerca de 90% nas primeiras 10 semanas do ano, comparando-se com o mesmo período de 2016. A médica Denise ressaltou que a aparente calmaria não pode ser encarada com tranquilidade, já que o histórico da doença no Brasil mostrou uma trégua também nos anos de 2004 e 2005, porém, com um retorno alarmante nos anos subsequentes. "Temos observado que apenas o controle do vetor não tem adiantado. E para esta doença não existe um antiviral específico. Por isso, a vacina entra como uma medida de grande importância no combate da epidemia", frisou.

IMUNIZAÇÃO

A vacina Dengvaxia é, hoje, a única medida de imunização contra a dengue. Aprovada em 14 países, ela evita cerca de 66% dos casos, reduzindo em 81% as hospitalizações e 93% os casos graves da doença, segundo a gerente médica do Sanofi-Pasteur. "Há quem veja este número (66%) e o considere baixo. Mas se a gente comparar com a vacina da gripe, que é de 60%, vemos que é uma cobertura aceitável e muito importante diante do cenário de epidemia", esclareceu.

A partir dos testes, foi especificado o público-alvo: pessoas de 9 a 45 anos. Denise Abud salientou que os testes demonstraram que a vacina oferece uma boa segurança aos imunizados, sem apresentação de riscos de sintomas graves. "Não foi registrado nenhum evento adverso de alto risco nos usuários da vacina. E olha que mais de 200 mil pessoas receberam a primeira dose da vacina no Paraná".

A Dengvaxia deve ser aplicada em três doses, com intervalo de seis meses entre elas. As contraindicações são as mesmas de outras vacinas feitas com vírus atenuados, mas traz uma novidade: não existe restrição para alérgicos a ovo.

Denise Abud lembrou que, mesmo sendo restrita a uma faixa etária, a vacina acaba prevenindo de forma indireta contra dengue, já que as pessoas imunizadas não contaminariam os mosquitos e, consequentemente, outras pessoas que possam ser picadas.

A Sociedade Brasileira de Imunização (SBIm), a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) elaboraram parecer conjunto sobre a vacina Dengvaxia, recomendando, em nível individual, em seus calendários, o uso rotineiro da vacina para pessoas de 9 a 45 anos que vivem em região de risco para a doença, no esquema habitual de três doses (0, 6 e 12 meses).

A vacina não é ofertada pela rede pública na cidade. A Unimed Bauru oferece tanto a seus usuários quanto para o público em geral, a imunização contra a dengue a preço de custo. Para adquiri-la, basta procurar o departamento financeiro da cooperativa para solicitar a dose indicada, à rua Gustavo Maciel, 11-30. Telefone para mais informações: (14) 3235-3322. Outra opção é no Hospital Unimed Bauru (HUB), na avenida Dr. Arnaldo Prado Curvello, 10-110, telefone (14) 3103-2121.

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