Tribuna do Leitor

Você sabia?

Eduardo Cherubim Simini
| Tempo de leitura: 1 min

Para ajudar a todos que desejam entender de forma resumida o que está de fato acorrendo, aí vai minha contribuição: o mundo humano é capitalista, sistema que, de certo modo, permite que os indivíduos em sociedade organizada possam acumular riqueza.

Ele é dividido em: proprietários dos meios de produção (latifundiários, industriais, banqueiros, comerciantes e outros) e a classe trabalhadora (todos em idade produtiva que devem vender sua força de trabalho em troca de um salário), isto é, um operário, por exemplo, vende sua força de trabalho para um proprietário que, por sua vez, explora sua mão de obra. Para o proprietário, o salário do trabalhador é mais um custo que reduz a sua liberdade de acumular riqueza, sendo, portanto, necessário criar meios para minimizar sua participação.

Assim sendo, para tirar o máximo proveito da classe trabalhadora, o proprietário pode, entre outras coisas, determinar um plano de trabalho com metas surreais e oferecer em troca algum benefício, como também, pode, em uma sociedade democrática, pagar a campanha eleitoral de políticos e aliados que, uma vez eleitos, deverão trabalhar em benefício dos interesses desses proprietários em detrimento dos interesses da classe trabalhadora. A reforma trabalhista e previdenciária é, basicamente, isso.

Imagine você trabalhador vendendo sua força de trabalho bem baratinha para uma empresa terceirizada de serviços com menos benefícios e aos 65 anos de idade. Tais reformas querem justamente isso! Querem gastar menos com a sua mão de obra (reforma trabalhista) e querem te fazer trabalhar o máximo possível até aguentar (reforma previdenciária). Políticos que, em sua maioria, representam os proprietários, querem, portanto, reduzir seus direitos conquistados em décadas para beneficiar essa minoria alimentada por uma ganância insaciável que deseja ganhar mais e mais dinheiro e acumular mais e mais riqueza. Sabia?

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