| Ale Frata/Código19/AE |
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| Irregularidade do time, que conta com caro e qualificado elenco, foi determinante para a demissão de Eduardo Baptista |
O técnico Eduardo Baptista deixou o comando do Palmeiras na noite dessa quinta-feira (4), logo após o retorno do elenco de Cochabamba, na Bolívia, onde o time perdeu por 3 a 2 para o Jorge Wilstermann, pela Libertadores, no último compromisso do treinador no cargo. Contratado no fim do ano passado, deixa a equipe após 21 jogos, 14 vitórias, dois empates e cinco derrotas, com aproveitamento de 70% dos pontos.
O fim da passagem de Eduardo Baptista foi determinado em uma reunião na Academia de Futebol, em São Paulo. Logo depois do retorno da Bolívia, o presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte, o diretor de futebol, Alexandre Mattos, e o treinador se dirigiram ao local para a última conversa. O favorito para assumir o cargo é Cuca, campeão brasileiro pela equipe no ano passado.
Pesou para a saída do treinador a falta de regularidade nos últimos jogos e a dificuldade de fazer o time render o esperado. Com 11 reforços para a temporada e investimento alto, o Palmeiras tem como ambição ganhar a Libertadores, competição em que é líder do Grupo 5, mas ainda não está garantido na próxima fase. No próximo dia 24, no estádio Allianz Parque, em São Paulo, a equipe recebe o Atlético Tucumán, da Argentina, e precisa do empate para confirmar a classificação.
O ambiente para Eduardo Baptista começou a piorar a partir da eliminação no Campeonato Paulista diante da Ponte Preta. O Palmeiras perdeu por 3 a 0 no jogo de ida, em Campinas, e não conseguiu reverter a desvantagem na volta. A pressão sob o técnico amenizou porque na partida seguinte, contra o Peñarol, no Uruguai, a equipe conseguiu ganhar por 3 a 2 de virada, pela Libertadores.
Na competição sul-americana, as três vitórias palmeirenses não aliviaram a pressão sobre Eduardo Baptista. Os resultados positivos em casa contra Jorge Wilstermann e Peñarol, por exemplo, foram com gols nos acréscimos e não aliviaram as críticas internas sobre o trabalho do treinador, que tinha contrato válido até o fim da temporada.
Punição
O Palmeiras espera para hoje o anúncio da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) sobre as punições pela briga no fim do jogo contra o Peñarol, pela Libertadores, na semana passada, no estádio Campeón del Siglo, em Montevidéu, no Uruguai. Os clubes podem ser penalizados com multa ou ter que jogar partidas com portões fechados.
O clube paulista enviou à sede da Conmebol nos últimos dias advogados e o presidente, Maurício Galiotte, para conversarem sobre a confusão e tentarem imputar aos uruguaios a culpa pelo conflito. O presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF), Reinaldo Carneiro Bastos, também tem ajudado a equipe. O clube alviverde apresentou um dossiê, com fotos e vídeos para embasar a defesa.
O temor dos dirigentes é ter de atuar com os portões fechados contra o Atlético Tucumán, da Argentina, pela próxima rodada, a sexta e última do Grupo 5, no estádio Allianz Parque, em São Paulo, quando vai decidir a classificação para as oitavas de final. O Palmeiras foi responsabilizado tanto pela briga em campo, como pela confusão entre as torcidas. O volante Felipe Melo, suspenso preventivamente por três jogos.
