Tribuna do Leitor

A ostra

Fernando Lucilha Jr.
| Tempo de leitura: 1 min

Em tempos difíceis, neste imenso "mar territorial do Brasil", a "ostra", que é um "molusco", faz "molusculação" nas pedras submersas , por entre as "algas marinhas venenosas", para vencer a "maré baixa" da Moral Brasileira, emporcalhada com o lodo e a lama dos "piratas do mar e da terra", mais da terra que do mar, adjetivo dado a uma espécie terráquea que representa a corrupção no país, em proporções "oceânicas".

A "ostra" também se exercita para escapar do stress e do mal-estar causado pelo "vai-e-vem" das "ondas" que lembram o atual governo brasileiro, fazendo muito barulho e "morrendo na praia" da incerteza e da desilusão. Apolítica, numa roda de bate-papo, entre "mexilhões" (aqueles que mexem e se apossam de coisas que não lhes pertencem) e "mariscos", ela, precavida, muda de assunto, falando de "ostra" coisa. Na sua alimentação, a "ostra" não come "frutos do mar", com receio de engolir uma colega "ostragada". "Lula", então, nem pensar! Experimentou e se deu mal! Ficou igual ao povo brasileiro, depressiva, no maior "baixo-ostral".

Para esquecer essa má alimentação a que foi submetida, a "ostra" relaxa e toca violino, usando um raríssimo "ostra divarius". A "ostra" é muito inteligente; algumas chegam a ser "ostra ordinárias". Ela, ao contrário de alguns políticos que adoram aparecer, se esconde, ficando no maior "ostra cismo".

A maior homenagem que uma "ostra" recebeu foi do mestre Adoniran Barbosa em seu "Samba do Ernesto", onde ele fala para nossa protagonista não repetir o erro de ter experimentado "Lula" e seus "derivados": - Da "ostra" vez, nóis num vai mais!!!

 

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