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Os golpistas do Planalto

Carlos Pinto
| Tempo de leitura: 2 min

Desde o momento em que a Operação Lava Jato começou a acertar algumas lideranças do Congresso Nacional, passamos a observar as tentativas de ações casuísticas por parte dos gatunos alcançados pelos braços da Lei. Tentam criar dispositivos que punam membros do Judiciário, na tentativa onde o criminoso possa prender os agentes da lei, e se safar dos crimes que tenham cometido. Como tais tentativas têm se revelado infrutíferas por conta do clamor popular, eis que agora pretendem o golpe final.

E nestas frustradas ações de disponibilizar excrementos legislativos, o presidente da Câmara Federal, deputado Rodrigo Maia, tem se revelado como um mentor e criador de fatos que arrepiam até os monges budistas.

Eis que agora levantam a possibilidade de rever um dispositivo já tentado e rejeitado, com a finalidade precípua de ampliar os mandatos de todos os legisladores e do presidente Michel Temer, até 2020. Com isso, a eleição do próximo ano seria mandada para as calendas gregas e os envolvidos em várias maracutaias teriam mais dois anos para tentar outros dispositivos malévolos, com a finalidade de se safarem das grades.

O medo de perderem seus mandatos em próxima eleição leva esses pilantras a legislarem em causa própria, esquecendo que foram eleitos para servir a sociedade como um todo. Enquanto isso, o povo sofre com a falta de um atendimento de qualidade em hospitais, escolas e tudo o mais que o governo deveria prover, em função dos imensos impostos que somos obrigados a pagar.

A derrama, perto da atual proliferação de cobranças governamentais, é um pingo d'água no oceano. Enquanto isso, as pessoas morrem em portas de hospitais públicos por falta de atendimento, por falta de medicamentos e por falta de equipamentos adequados, pois os atuais estão totalmente defasados.

As escolas públicas estão semidestruídas, e quem quiser ver in loco um desses exemplos é só visitar o Escolástica Rosa, em Santos, cujas obras de recuperação estão orçadas em dois milhões de reais, e todo mundo tira da reta na hora de assumir esse compromisso.

Sobre o abandono da área cultural, a coisa parece sobrenatural. O medo que parte da classe política tem dos fazedores de cultura é tão imenso que torpedeiam a área de todas as maneiras.

É só olhar para São Paulo e testemunhar o que vai ser feito do programa Virada Cultural. Cidades importantes foram defenestradas de participar, como é o caso de Presidente Prudente, Campinas, São José do Rio Preto e São José dos Campos, para citar algumas.

Como disse Caetano, "é preciso estar atento e forte", não temos que temer essa corja que hoje domina a política nacional. Temos que ir para cima deles, com a finalidade de fazê-los cumprir com suas responsabilidades.

Se for o caso, imitar os paraguaios, que tocaram fogo nas instalações legislativos, só porque os seus deputados queriam criar o estatuto da reeleição. Temos que dar um basta nesses pelegos criados nas mamadeiras dos recursos públicos.

O autor é jornalista.

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