Política

Secretário José Eduardo Fogolin vai apurar problema no PSC

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 3 min

Samantha Ciuffa
Secretário admitiu problemas no PSC e diz que solução depende de novo Centro de Referência

A Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Bauru recebeu na manhã dessa quinta-feira (11) o secretário municipal de Saúde, José Eduardo Fogolin, para um posicionamento da pasta a respeito de denúncias levadas pelo munícipe Alexandre Campanha Lima ao Legislativo, na última terça-feira (9).

Ele relatou falta de estrutura e recursos humanos para atender aos pacientes que aguardam por internação no Pronto Socorro Central (PSC), e também com o Samu, que teria negado atendimento a seu sogro, no dia 11 de abril.

Alexandre Lima foi ouvido pela presidente da Comissão de Saúde, Telma Gobbi (SD), e por Carlinhos do PS (PV), após ter encaminhado as denúncias por escrito ao vereador José Roberto Segalla (DEM). O munícipe relatou que seu sogro, de 79 anos, passou mal dias após ter sido submetido a um cateterismo no Hospital Estadual. O primeiro atendimento, através do Samu, teria sido negado e uma profissional teria orientado a esposa do paciente a acionar diretamente o Hospital Estadual.

Horas depois, o idoso foi levado por familiares ao PSC, onde passou mais de 100 horas aguardando liberação de leito em UTI para internação. Entre os problemas apresentados estavam a falta de fraldas e roupa de cama, e em alguns casos, não havia nem funcionários disponíveis para a troca de lençóis. Além disso, segundo Alexandre, o quadro clínico dos pacientes não são devidamente atualizados aos familiares e acompanhantes.

Na reunião dessa quinta (11), o secretário de Saúde, José Eduardo Fogolin, reconheceu os problemas estruturais do PSC, alegando que a unidade sofre com um déficit de 40% no quadro de pessoal, problema que também ocorre em outros setores da pasta. A Saúde precisa contratar mais de 600 funcionários para chegar ao número ideal em todos os locais.

MATERIAIS

Fogolin também admitiu que existe falta de insumos. No caso dos lençóis e roupas de cama, ele citou que o material é enviado à lavanderia contratada pelo município, porém, a devolução acontece em ritmo mais lento, o que provoca a falta dos insumos. Quanto às fraldas, o secretário esclarece que não houve desabastecimento do material.

Conforme o JC divulgou nesta semana, a meta é que, em breve, atendimentos considerados não urgentes sejam absorvidos totalmente pelas quatro Unidades de Pronto Atendimento (UPA) de Bauru - Bela Vista, Ipiranga, Geisel/Redentor e Mary Dota - deixando o PSC apenas para casos graves e emergenciais, como traumas, acidentes, infartos e AVC, por exemplo. Essas situações também serão encaminhadas diretamente aos hospitais de Base e Estadual, por conta de Termo de Colaboração assinado entre o município e o governo estadual. A cooperação deveria ter começado no mês passado, mas por conta da greve na Famesp, houve atraso no cronograma.

DEFINITIVO

A Secretaria de Saúde entende que os problemas serão sanados em definitivo quando o Centro de Referência de Urgência for construído, em substituição ao atual PSC, praticamente dobrando o número de leitos, que chegariam a 55. A data de início e previsão de término das obras, contudo, ainda não foram reveladas pela prefeitura.

O Centro deve custar R$ 12 milhões e a estimativa inicial apontava em dois anos de construção. Para o Orçamento de 2018, o município prevê metade do valor (R$ 6 milhões) para a obra, através de recursos próprios e emendas parlamentares, conforme consta na programação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) apresentada no final de abril, em audiência pública.

Em relação ao Samu - serviço que tem parte do custeio realizado pelo governo federal, mas é de responsabilidade do município - Fogolin disse aos vereadores que a Secretaria de Saúde vai apurar o que ocorreu.

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