| Aceituno Jr. |
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| Adelina Lourenço Póllice e o filho Emerson Lourenço Póllice |
O contato de Emerson Lourenço Póllice com a música começou cedo, antes mesmo que ele soubesse o que era som. Ainda no ventre de Adelina Póllice, ele era acalmado com a sonoridade do piano, tocado por ela, até então, como hobby. Mal sabia a professora aposentada e pianista que ali nasceria mais do que um filho, mas um parceiro na vida e na profissão. Aos 43 anos, Emerson, batizado com nome artístico de Emer Pol, é cantor, multi-instrumentista e sócio de sua mãe, hoje com 75 anos, em uma escola de música na cidade.
O primeiro contato dele de fato com o piano, lembra Adelina, ocorreu logos nos primeiros anos vida. "Eu o colocava no colo e o ensinava a tocar as primeiras notas", frisa.
Ainda na infância, ela conta o levava ainda para participar de duetos em festinhas de escolas nas quais lecionava as disciplinas de língua portuguesa e matemática. "Ele foi crescendo e gostando de outros instrumentos. Como eu também não tinha muito tempo, contratei professores para ajudá-lo na adolescência", pontua Adelina.
VIOLÃO E PERCUSSÃO
Curioso e com dom para ouvir e tocar, Emerson logo se apaixonou também por violão, percussão. "Ele tem habilidade e gosta de todos os tipos de música. E canta muito bem também", ressalta Adelina.
Após a fase escolar em que, claro, ele se destacava nas apresentações culturais, Emerson tinha pela frente uma difícil decisão: o que cursar na faculdade?
Ele tentou psicologia, mas não ficou muito. "Quando vi, ele já tinha mudado para o curso de artes, com habilitação em música. Foi uma grande surpresa, mas também um orgulho, quando percebi que a música não era só um hobby para ele, mas sim uma profissão", observa Adelina.
E a decisão, conta ele, partiu exatamente da experiência que já tinha acumulado no ramo. "Eu já estava tocando profissionalmente, era o que eu gostava", reforça Emerson.
SOCIEDADE
Após a aposentadoria, Adelina passou a dar aulas de música. Enquanto isso, Emerson se especializava no Paraná.
Há duas décadas, aproximadamente, ele voltou de lá e passou a ser sócio da mãe em uma escola de música, onde ensina violão, viola caipira, técnica vocal, gaita de boca, teclado, pandeiro, cajon e bateria. Adelina dá aulas de piano e acordeon.
Na carreira artística, ele se prepara para lançar daquia a alguns dias um tributo a Frank Sinatra, em formato de show. "Minha mãe, com certeza, foi minha grande inspiração e influência. É um prazer trabalhar junto com ela", elogia Emerson.
Mãe pra lá de coruja, Adelina também não hesita o elogio. "Eu sou a mãe mais boba e babona. Sempre me pego apreciando quando ele toca", finaliza.
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