| Cinthia Milanez |
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| Egilda da Conceição Valentim e sua grande família |
O brilho dos olhos de Egilda da Conceição Valentim, de 82 anos, deu o tom do que foi o Dia das Mães, em uma casa de quatro cômodos no Jardim Tangarás, em Bauru. Embora pequena, a residência abrigou quatro gerações de uma família formada por 11 filhos, 34 netos, 38 bisnetos e quatro tataranetos.
"Meu marido queria um time de futebol", justifica a aposentada. A maioria participou de um almoço domingo (14), que, assim como coração de mãe - que sempre tem espaço para mais um -, também recebeu a reportagem do JC.
Nascida em Guaianás, Egilda se mudou para Bauru, para acompanhar o marido, que era construtor e havia arranjado emprego aqui. Já viveu na Vila Antártica, na Vila Nova Cardia e no Jardim Cruzeiro do Sul, até ir embora para São Paulo, pelo mesmo motivo que a trouxe a Bauru.
Todavia, a morte do pai fez com que retornasse à cidade. "Era para ficar pouco tempo, porque precisava vender uma casa". Assim o fez e, de pronto, foi vítima de um golpe, já que o marido fugiu com o dinheiro.
Sozinha, sem teto e com 11 crianças para criar, a aposentada perdeu o chão. Contudo, a maternidade incentivou o recomeço da "supermãe". "Só tinha olhos para os meus filhos".
Com a máquina de costura, Egilda garantiu o sustento das crianças. Valeu a pena. Atualmente, ela vive com a caçula, mas é rodeada pelos demais filhos, netos, bisnetos e tataranetos. "Meus filhos nunca me abandonaram", exalta.
Com as mãos marcadas pelo trabalho intenso, a aposentada define a maternidade. "Mãe tem de ser preparada por Deus e ter amor até o fim da vida", finaliza.
