Polícia

Polícia Civil muda estratégia para crimes do 'dia a dia'

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 3 min

Douglas Reis
Coordenador do SIG, o delegado Richard Serrano afirma que pretende estabelecer prioridades

Os chamados crimes do 'dia a dia', tais como furto, ameaça e estelionato, têm uma atenção especial desde o último dia 8 por conta de uma mudança de estratégia da Polícia Civil. Foi quando a instituição passou a centralizar o Setor de Investigações Gerais (SIG). O órgão é o responsável por dar "start" às apurações e a junção promete maior resolução das ocorrências.

Diretor do Departamento de Polícia Judiciária do Interior 4 (Deinter-4), Marcos Mourão explica que, antes da criação da Central de Polícia Judiciária (CPJ), em 2013, cada um dos quatro Distritos Policiais (DPs) do município possuía seu próprio SIG, situação que se manteve até o último dia 8.

Agora, o setor todo está centralizado, sob a coordenação do delegado Richard Serrano, que saiu de Pederneiras para assumir o posto. Em seu lugar, está Marcelo Gimenes, que respondia por Macatuba. Para substituí-lo, houve a nomeação do recém-concursado Giuliano Travain, que assumiu no dia 2 de maio.

Mourão acrescenta, ainda, que os crimes investigados pelo SIG são a maioria. Tanto que, de janeiro a março deste ano, a cidade registrou 1.470 furtos. Para se ter uma ideia, os demais delitos, como homicídio, latrocínio e lesão corporal, totalizaram somados 1.370, no mesmo período, conforme os dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP). 

Coordenador do SIG de Bauru, Richard Serrano já contabiliza o que está por vir. Segundo ele, o setor recebe, em média, 40 boletins ocorrência (BOs) por dia, além de 800 BOs de autoria desconhecida, mensalmente. O órgão também cumpre, aproximadamente, 1,2 mil ordens de serviço - localização de vítimas e testemunhas de crimes, por exemplo - ao ano.

MAIOR CONTROLE

A função de Serrano consiste em acompanhar, distribuir e controlar o resultado das investigações dos delitos registrados junto aos quatro DPs, à Delegacia da Infância e Juventude (Diju), ao Núcleo Especial Criminal (Necrim) e aos crimes ambientais.

Em uma semana de atuação, o delegado já mostra os efeitos da junção. Entre os dias 8 e 12 de maio deste ano, o setor já trabalhou com 167 casos, esclareceu 25 crimes e cumpriu 93 ordens de serviço (veja ilustração). 

Antes, os titulares de cada DP também ficavam responsáveis pelo que Serrano faz, atualmente. "O volume de trabalho fez com que as investigações ficassem para um segundo plano", complementa. 

Com uma equipe formada por 12 investigadores, um investigador coordenador e um escrivão - é a junção do que já existia nos quatro DPs -, o delegado pretende estabelecer prioridades. "Só vamos investigar o que houver campo para tanto e exemplifico: uma pessoa comprou algo pela Internet, fez o depósito na conta de alguém, mas o produto não chegou. Há campo para investigação, porque podemos pedir a quebra do sigilo bancário", diz.

Além disso, a centralização do setor também é uma forma de enfrentar a falta de efetivo, como reconheceu o próprio diretor do Deinter-4. O coordenador do SIG, por sua vez, garante que a mudança agilizará os inquéritos policiais, mas espera que outros policiais sejam nomeados para reforçar a equipe, devido à demanda elevada de investigações.

ATENDIMENTO AO PÚBLICO

Outro benefício da centralização do SIG é o atendimento ao público - antes inexistente, conforme observa o delegado Richard Serrano. “As vítimas que quiserem obter informações sobre as investigações em andamento ou, até mesmo, trazer informações serão atendidas”, garante.

SERVIÇO

O expediente do SIG é de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. O setor fica na CPJ, situada na avenida Rodrigues Alves, 23-23, na região da Vila Cardia. O telefone para contato é o (14) 3235-6500.

REFORÇO NO EFETIVO

Assim como o recém-concursado Giuliano Travain assumiu a Delegacia de Macatuba - no lugar de Marcelo Gimenes, que foi transferido à Pederneiras, em substituição ao coordenador do SIG de Bauru -, o Deinter-4 recebeu outros novos policiais. O diretor da instituição, Marcos Mourão, revela que três delegados foram nomeados para Parapuã, Palmital e Promissão. Mais cinco investigadores vieram reforçar o efetivo do Deinter-4, sendo um para a região de Bauru - especificamente, Arealva. Por fim, quatro escrivães assumiram em Bauru e um, em Reginópolis.

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