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Erosão gigante ameaça bairro em Bauru

Tisa Moraes e Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 3 min

Malavolta Jr.
Prefeitura precisa de tempo seco para conter erosão gigante no Parque Roosevelt, que chega a oito metros de profundidade

Uma erosão gigante, de aproximadamente 60 metros de comprimento por oito metros de profundidade, ameaça o Parque Roosevelt. O problema já havia se agravado com as chuvas do início do ano e, depois das últimas precipitações, dois postes da rede de alta tensão de energia elétrica quase foram engolidos.

Nessa sexta-feira (19), técnicos da CPFL estiveram no local e retiraram os postes, desviando a rede de energia da erosão. Se as peças caíssem, deixariam cerca de 8 mil moradores sem energia.

A erosão se formou no final da rua Luiz de Souza, na altura do cruzamento com a rua Coronel Alves Seabra. Em chuvas passadas, parte da rede de galerias e da rede coletora de esgoto foi arrastada e, até agora, não foi reposicionada.

No último domingo, quando voltou a chover, o buraco avançou em direção aos postes e as imediações foram interditadas, causando preocupação aos moradores. Segundo a Secretaria Municipal de Obras, esta é a erosão que mais preocupa a administração em toda a cidade.

"A chuva de hoje (dessa sexta-19) piorou a situação, por isso levamos equipamentos de terraplanagem para lá e conseguimos dar sustentação ao poste que estava na beirada da erosão. Mas isso é uma solução provisória. Para fazer a recuperação do local, precisamos de tempo seco. Então, será necessário esperar", adianta o titular da pasta, Ricardo Olivatto. Pelo menos até amanhã, a previsão é de tempo chuvoso em Bauru.

O secretário explica que a intenção era conter a erosão ainda nesta semana, mas, como era necessário aguardar cerca de 48 horas após a chuva de domingo para trabalhar em solo menos encharcado, não foi possível programar o início do serviço.

NA VILA IPIRANGA

De acordo com Olivatto, a erosão da Vila Ipiranga, também agravada com as chuvas do início deste ano, já foi contida e não representa mais perigo para os moradores. "Refizemos a tubulação junto com um dissipador de energia e o trabalho que foi feito se mostrou eficiente, resistindo bem a estas últimas chuvas, sem gerar novos transtornos", aponta.

A intenção, em breve, é cobrir o talude formado no local com vegetação, para evitar novos desbarrancamentos.

Casa interditada

Malavolta Jr.
Mesmo diante do risco de desabamento, Arnaldo Gomes não quer deixar a casa onde vive, no Parque Viaduto

Outra preocupação da prefeitura é uma residência que está interditada há cerca de um mês na quadra 5 da rua Clóvis da Silva Gomes, no Parque Viaduto. De acordo com o coordenador da Defesa Civil de Bauru, Sidnei Rodrigues, o morador resiste em deixar o imóvel.

"Estamos tentando convencê-lo a sair da casa, até pelo risco de desabamento. Ele tem para onde ir, para a residência de familiares, mas resiste. Fora o convencimento, o único meio para retirá-lo seria judicial, mas pode demorar, e não é a intenção. A prefeitura pode ajudar com a mudança, a demolição da casa e com orientações", explica.

Na tarde dessa sexta-feira (19), a reportagem esteve no imóvel. Arnaldo Gomes, morador do local, mostrou o tamanho do problema.

O coordenador da Defesa Civil diz que a interdição da casa parou as obras do PAC Asfalto nesta quadra da via, e a retomada dependerá da demolição. "Não tem o que fazer, o imóvel está condenado", pontua.

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