Nacional

Megaoperação na cracolândia em São Paulo

Rogério Pagnan
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - A polícia de São Paulo realizou  na manhã de ontem  aquela que é considerada pelos órgãos de segurança como uma das maiores operações de combate ao tráfico de drogas na cracolândia, na região central da capital.

Os agentes soltaram bombas na região, a partir das 6h49 da manhã, e avançaram para desmantelar a feira livre de drogas que opera no local, vendendo principalmente crack.

Policiais ouvidos pela reportagem afirmam que, após a operação policial, homens da Guarda Municipal devem se instalar na região para não permitir a volta do tráfico.

Parte da operação foi acompanhada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB). Segundo ele, a ação policial visa a prisão de traficantes e apreensão drogas e armas. Sobre os usuários, ele disse que o Estado oferece tratamento para os que buscam abandonar o vício. "Dependência química é igual apendicite. Você precisa tratar da pessoa", disse ele.

Ao menos 69 traficantes -dentro e fora do chamado "fluxo"- estão na mira dos policiais do Denarc (departamento de narcóticos) como suspeitos de irrigar o comércio de entorpecentes na área. Há mandados de prisão contra todos eles.

Até o momento, segundo a polícia, foram presas 38 pessoas, incluindo os oito principais traficantes da área e um grupo suspeito de traficar e realizar a segurança armada da cracolândia.

Foram aprendidas armas (entre pistolas e revólver), um simulacro de metralhadora e uma grande quantidade droga.

Também há mandados judiciais para busca e apreensão em cerca 80 locais diferentes na zona leste e norte da capital, e alguns endereços na Grande São Paulo e no litoral paulista.

Cerca de 900 homens e mulheres participaram da operação, sendo metade da Polícia Civil e metade da Polícia Militar, que realiza o cerco da área com homens da tropa de choque. A entrada no fluxo foi realizado apenas por policiais civis.

Essa ação vinha sendo desenhada desde fevereiro pelo Denarc, com o levantamento de imagens dos principais traficantes que operam ali e a preparação das equipes táticas para invasão de prédios e pontos de interesse dos investigadores.

O estudo foi pensado pela cúpula da Polícia Civil para tentar evitar ao máximo possível o confronto com traficantes e a morte de algum usuário.

 

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