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Chuva volta a causar inundações

Thiago Navarro Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 4 min

Renan Casal
Em frente ao Teatro Municipal, avenida Nações Unidas transformou-se novamente em rio
Nações Unidas, nas quadras 7 e 8, é tradicional ponto de alagamento em dias de chuva forte 

A chuva do final da tarde deste domingo (21) provocou mais estragos em Bauru. O temporal, que durou cerca de 40 minutos, somou-se à chuva da madrugada e da manhã: o acumulado do dia foi de 51,3 milímetros, de acordo com o Centro de Meteorologia da Unesp-Bauru (IPMet). Houve registro de alagamento nas avenidas Nações Unidas e Comendador José da Silva Martha.

Também foi registrada inundação na rua São Sebastião e na avenida Daniel Pacífico, ambas por conta do transbordamento do Córrego Água da Grama, e ainda na marginal da Rodovia Bauru-Marília (SP-294), no Núcleo Fortunato Rocha Lima.

Como choveu bastante desde a última quinta-feira, a situação das ruas de terra se agravou em bairros da periferia. Nas vias pavimentadas, novos buracos se formaram, além de afundamentos no asfalto por conta de problemas na rede de esgoto, relatou a Defesa Civil de Bauru. O coordenador Sidnei Rodrigues ainda registrou problemas de alagamento em casas de regiões diferentes da cidade.

IMÓVEIS

Na quadra 1 da rua Aviador Gomes Ribeiro, a água entrou pela quinta vez na residência de Lucilene Sanches, 41 anos. Desta vez, o alagamento foi "apenas" na garagem, porém o problema já havia sido registrado no começo do ano. "A gente não aguenta mais essa situação", desabafou.

O coordenador da Defesa Civil, Sidnei Rodrigues, explica que o imóvel foi construído um pouco abaixo do nível da rua e como o Rio Bauru transbordou naquele trecho, a água acabou entrando. "E está em uma área de proteção ambiental (APP). Ainda nesta semana, vamos emitir o laudo de interdição e enviar à família, porque apesar da casa não correr risco de desabar, se chover forte, pode entrar água, inclusive em horários em que eles estiverem dormindo. Isso gera um risco", detalhou Rodrigues.

No Jardim Carolina, os maiores problemas foram nas ruas Olavo Moura e Benedito Ribeiro dos Santos. Nesta última, casas já tinham sofrido com a invasão de água no início do ano. Desta vez, a inundação atingiu uma das residências, que já estava interditada e sem ninguém dentro, informa Rodrigues.

Em outras duas foram constatadas rachaduras. Os moradores também acabaram tendo problemas com a entrada de água. "Perdi meu guarda-roupa dessa vez, e também o sono, porque com essa preocupação quem consegue ir dormir?", questiona Érika Regina Camargo.

No caso da residência da rua Aviador Gomes Ribeiro, a Defesa Civil diz que a família vai poder procurar ajuda na Secretaria do Bem-Estar Social (Sebes). O mesmo se aplica à situação do Jardim Carolina, pois existem três famílias morando em duas casas, no mesmo lote, depois das chuvas de janeiro e fevereiro.

CARROS

O Corpo de Bombeiros foi deslocado para atender duas ocorrências de carros que ficaram parcialmente submersos. Um estava na avenida Nações Unidas, próximo à linha férrea. O trecho, inclusive, ficaria interditado pela Emdurb e prefeitura até o começo da manhã de hoje, quando o município deve providenciar a limpeza e liberação da via. No restante da Nações, a liberação foi feita logo após a chuva, na noite de ontem.

O outro carro submerso estava na marginal da Rodovia Bauru-Marília, local que tem registrado alagamentos frequentes, segundo a Defesa Civil. Nos dois casos, contudo, não houve vítimas e o Corpo de Bombeiros não precisou realizar resgate.

Em relação aos alagamentos, a Defesa Civil informou que houve registros na Avenida Comendador Martha, próximo à linha férrea, e com o transbordamento do Córrego Água da Grama na Rua São Sebastião e na Avenida Daniel Pacífico, na região noroeste da cidade. Os trechos foram liberados ontem à noite, após o nível da água diminuir. Na Avenida Alfredo Maia, o volume de água foi menor desta vez.

Tempo

Segundo o IPMet, choveu 51,3 milímetros ontem, sendo que o acumulado do mês é de 217,2 milímetros, o que faz deste o maio mais chuvoso desde o começo do século. No sábado, o JC já havia mostrado que o nível de chuva era o maior desde 2004. Para hoje, ainda existe possibilidade de chuva. Mas a partir de amanhã, o tempo fica mais estável. "A tendência é a instabilidade diminuir amanhã (hoje), e depois o tempo ficar firme, a partir de terça (amanhã)", enfatizou o meteorologista Thiago Guerreiro Ferreira, do IPMet.

 

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