Política

Drama: com PAI lotado, crianças esperam horas por atendimento

Samantha ciuffa
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Samantha Ciuffa
Espera e angústia: na noite dessa segunda (22), o Pronto Atendimento Infantil (PAI) continuava lotado

O Pronto-Atendimento Infantil (PAI) foi, mais uma vez, alvo de reclamações devido à lotação. A reportagem foi até o local por volta das 20h dessa segunda-feira (22) e ouviu pessoas que reclamavam aguardar desde o meio-dia. Revoltados, alguns pais chegaram a acionar a PM.

Rodrigo Nicolau, de 38 anos, e Elisângela Ribeiro Barbosa, de 30, chegaram ao PAI às 14h com a filha Laysla Barbosa Nicolau, de 2 anos, que, há quatro dias, está com febre. Apesar de terem conseguido realizar o exame pedido pelos médicos de plantão, desistiram de esperar e foram embora com os resultados em mãos, após seis horas de espera, já durante a noite.

A gestante Elaine Gomes de Jesus Marques, de 22 anos, levou o filho Jeremias, de 5, que tinha sintomas de dengue. Após 6 horas de espera, o menino, que já teve a doença, ainda não havia passado pela consulta. "Além da demora, estamos pisando em vômito, cocô e xixi nos banheiros. Tem criança com catapora e recém-nascidos que não passam na frente", reclama.

Por meio da assessoria de comunicação, a Secretaria Municipal de Saúde informou que, nessa segunda-feira (22), a escala ficou com quatro médicos durante a manhã, dois à tarde (por conta das férias de uma profissional) e três à noite. A pasta confirmou, contudo, que, por volta das 20h30, fichas das 14h30 ainda eram atendidas.

A secretaria ainda destaca que o aumento da procura foi causado pela mudança do tempo, mas assume que há déficit de médicos. "A atual gestão já relatou esse problema desde janeiro e correu para ter solução. O processo seletivo está para ser concluído e, em meados de junho, já poderemos contar com quatro clínicos gerais e quatro pediatras", conclui a Saúde.

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