Não posso dizer que sou amigo de longa data do Paulo, porém, se puxar pela memória tudo que soube, vi e convivi com essa figura ímpar, vão me parecer séculos de amizade. Já na minha antiga casa noturna eu o observava curtindo as músicas e bebericando desde o início até o término da noitada, sempre alegre, brincalhão e rodeado de amigos. Esse era o Paulo Vaz, um cara de muitos amigos.
Posteriormente, passei a tomar algumas na Choperia Vitória, logo após o encontro semanal com a Turma da Sexta, e mais uma vez o encontrava bebericando, curtindo a música e, como sempre, rodeado de amigos. Na prefeitura, onde prestou serviços, eu o encontrava nos corredores do Palácio das Cerejeiras, nunca percebi quando nos encontrávamos um sinal de tristeza e nem de desânimo por saber que tinha um grave problema de saúde.
Esse era o Paulo Vaz, um cara de bem com a vida e cheio de esperanças.
No Facebook, já tinha me acostumado com suas piadas tiradas sei lá de onde e postadas diariamente para alegrar os amigos, mesmo quando estava internado ele as postava, sinal de que a sua vontade de viver e a fé ainda lhe proporcionariam longos anos de vida. Mas não ocorreu. Ontem, 22/07/2017, soubemos que essa tinha sua derradeira internação.
Uma pena, pessoas como ele fazem falta nesses momentos de crise, onde tantas pessoas ruins roubam, matam, corrompem e são corrompidos onerando tanto o Estado e causando mortes por falta de recursos na saúde.
Nos vem o questionamento, diga-se de passagem que nem deveríamos questionar a vontade de Deus: por que não essas pessoas? Mas Deus é soberano e absoluto, se o levou é porque tem um propósito maior para o Paulo. A nós, só restam as lembranças e a saudade.