| Douglas Reis |
![]() |
| Segundo o grupo, cerca de 30 famílias pernoitaram no local |
Um grupo de sem-terra acamparam em frente à Procuradoria-Geral da República, em Bauru, entre domingo (28) e essa segunda-feira (29). Os moradores do Acampamento Recanto do Povo, próximo à Quinta da Bela Olinda, reivindicam a desapropriação do local, onde vivem há um ano e três meses.
Líder do movimento, Paulo Henrique Lopes afirma que aproximadamente 53 famílias, ou melhor, 300 pessoas moram nas fazendas Santa Lúcia e Boverdeli. Recentemente, descobriram que as terras pertencem à União e, consequentemente, seriam passíveis de desapropriação. Inclusive, ele diz ter um documento que prove essa constatação.
Em posse da informação, Paulo relata que algumas famílias do acampamento decidiram pernoitar em frente à Procuradoria-Geral, com o propósito de participarem de uma reunião junto ao procurador Fabrício Carrer, que teria condições de pedir a desapropriação do espaço e assentá-los.
A REUNIÃO
O procurador atendeu os sem-terra na manhã dessa segunda-feira (29). Segundo o líder do movimento, Carrer ficou de levantar toda a documentação junto ao poder público. Ainda segundo os manifestante, ele teria dito que, caso seja constatado que o espaço pertence à União, solicitaria a desapropriação. Diante disso, o grupo retornou ao acampamento.
No mesmo dia, a reportagem entrou em contato com a assessoria de comunicação da Procuradoria-Geral da República, que informou apenas que Carrer conversou com o grupo.
