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Greve vai para segundo dia em Jaú sem contraproposta


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Central de Notícias
Os servidores públicos municipais participaram de passeatas no Centro de Jaú e na frente do prédio da Prefeitura de Jaú

A greve dos servidores municipais de Jaú (47 quilômetros de Bauru) continuou nessa terça-feira (30) sem que houvesse negociação e nenhuma contraproposta da prefeitura sobre o reajuste salarial. No segundo dia, conforme informações das secretarias, a coleta de lixo teve 40% de adesões. Diante disso afetou os trabalhos e será feita uma adaptação com outros servidores e com a empresa terceirizada. A categoria pleiteia 8,6% de reajuste salarial, entre reposição da inflação e ganho real, além de aumento de R$ 100,00 no ticket alimentação, mas a prefeitura não ofereceu nenhum percentual de reposição alegando queda na arrecadação.

No início deste mês, os funcionários públicos entraram em estado de greve depois que o prefeito Rafael Agostini (PSB) anunciou que não iria reajustar os salários e o ticket alimentação. O início da greve ocorreu a partir de segunda-feira (29) conforme foi aprovado em assembleia realizada pelo Sindicato dos Funcionários da Prefeitura, Autarquias e Empresas Municipais de Jaú (Sinfunpaem) no último dia 25.

De acordo com a presidente do sindicato, Eliana Aparecida Contarini, no setor de coleta de lixo está sendo mantido 40% dos servidores e nos serviços essenciais os servidores continuam trabalhando normalmente. "Estamos mantendo 100% de atendimento no Samu, no Pronto Atendimento de Potunduva, no Hospital São Judas Tadeu e no Pronto Atendimento no Pedro Ometto em respeito à população", declarou.

Ela nega que a greve seja ilegal, conforme a prefeitura alegou e informou que irá descontar os dias parados dos servidores que cruzaram os braços. "No dia 4 de maio fizemos uma assembleia quando decidimos o estado de greve, que perdurou por 20 dias e houve nova assembleia no dia 25 de maio para que o servidor pudesse avaliar proposta da prefeitura. Durante esses dias fizemos protesto na cidade e na Câmara Municipal e quando enviaram uma resposta alegaram 0% de reajuste. Mesmo assim demos mais 72 horas de prazo e só iniciamos a greve na última segunda-feira (28). A paralisação está dentro da legalidade," declarou Eliana. Até ontem não houve nenhuma reunião para discutir contraproposta de reajuste.  

A prefeitura informou que na Secretaria de Educação, dos 1.742 servidores 749 não compareceram ao serviço (as aulas serão repostas ou em julho ou dezembro/janeiro para cumprir os 200 dias letivos). "Se não houver uma melhora na arrecadação, o município não poderá corrigir os salários dos servidores, uma vez que a arrecadação diminuiu e o sr. prefeito decretou o contingenciamento das despesas/investimentos", informou.

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