| Samantha Ciuffa |
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| Em um dos jogos do torneio realizado neste sábado, a 6.ª Companhia, de Pederneiras, enfrentou o time da Força Tática |
Policiais militares trocaram as fardas por shorts, camisetas e chuteiras durante um torneio de futebol society, que se deu ontem, no Sesi do Horto, em Bauru. Além de integrar e aliviar o estresse diário da corporação, a iniciativa ainda celebrou os 26 anos da Força Tática da PM no município.
Segundo o coronel Airton Iosimo Martinez, do Comando de Policiamento do Interior 4 (CPI-4), o torneio também serviu para a troca de experiências entre as mais diversas gerações de policiais. "Além disso, o nosso dia a dia é bem carregado e não dá tempo de fazer uma integração. Muitas vezes, os policiais que atuam em uma mesma cidade não se conhecem", acrescenta o coronel.
Já o comandante do 4.º Batalhão de Polícia Militar do Interior (4.º BPM-I), o tenente-coronel Flávio Jun Kitazume, acredita que o esporte promova a união entre os policiais, imprescindível para sua atuação nas ruas. "É bom ter um momento para descontrair e reencontrar os amigos", complementa.
Falando em reencontro, os cabos aposentados do antigo Tático 4, Almir Aparecido Maciel Goes, Walter Antonio Barbosa, Benedito Taochita e Marcos Pereira, aproveitaram o torneio para reviver os velhos tempos.
Walter relembra que, na época, os tenentes Jorge Duarte, Nelson Garcia Filho e Flávio Jun Kitazume também integravam o grupo, composto por policiais que se destacavam em cada uma das Companhias.
Marcos, por sua vez, relata que o estresse sempre foi o mesmo, antes e depois da criação da Força Tática. "A qualquer momento, os policiais podem se deparar com uma troca de tiros ou algo do tipo. Por isso, precisam participar de confraternizações desse tipo", defende.
ENTRE PAI E FILHO
Delegado da Polícia Federal (PF) e capitão da Reserva da Polícia Militar (PM) aposentado, Antonio Vaz de Oliveira acompanhava o filho, Rafael Nunes Vaz de Oliveira, que é 1.º tenente da 4.ª Companhia. "Estamos em um encontro de gerações", define o oficial.
O pai destaca a integração das várias entidades que atuam na segurança pública. "Temos oportunidade de confraternizar e aliviar o peso da atividade, que é muito estressante no dia a dia", observa.
Além dos policiais militares, o torneio reuniu policiais civis, policiais federais e profissionais da imprensa.
