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Divulgação de vídeo ajuda a polícia identificar autor de um abuso sexual

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Divulgação
Delegado Paulo Calil soube do crime pelas redes sociais e pediu a prisão temporária do suspeito

A divulgação de um vídeo nas redes sociais levou a Polícia Civil de Duartina (38 quilômetros de Bauru) a identificar e pedir a prisão de um homem de 68 anos por estupro de vulnerável. Nas imagens, ele aparece abraçando e acariciando as partes íntimas de um menino de apenas 6 anos que aguardava a mãe em frente a uma loja de roupas no Centro da cidade.

Segundo o delegado Paulo Calil, o vídeo do abuso, de autoria desconhecida, foi compartilhado nas redes sociais e, com base nas imagens, a Polícia Civil passou a investigar o caso. Na gravação, feita na tarde de sexta-feira (2), um homem é flagrado acariciando as partes íntimas de um menino na avenida 9 de Julho.

"A mãe fazia compras em uma loja e a criança ficou sentada em um banquinho na frente. Esse senhor chegou, sentou, com o braço esquerdo abraçou a criança e, com o direito, colocou a mão no pênis dela", diz. Alertada por um homem que presenciou a cena, a mãe saiu da loja, empurrou o agressor e foi embora.

De acordo com o delegado, o suspeito chegou a dar ao menino a quantia de R$ 7,00. Apesar da gravidade do fato, a mãe não procurou a polícia para registrar Boletim de Ocorrência (BO). Com base nas imagens, nesta terça-feira (6), a Polícia Civil conseguiu localizar a mãe e a criança, que moram em Cabrália Paulista.

"Foi registrado Boletim de Ocorrência (BO) de estupro de vulnerável. O autor J.F.S., de 68 anos, morador de Duartina, foi identificado e a polícia instaurou inquérito policial e já representou pela prisão temporária dele", conta Calil. "Pelo vídeo, a Polícia Civil tomou conhecimento e adotou todas as providências cabíveis".

O delegado revela que o suspeito pode estar envolvido em outros crimes semelhantes na cidade. "A gente orienta as famílias a procurar a polícia para podermos tomar as providências", declara. Segundo Calil, a pena nesses casos varia de 8 a 15 anos de prisão. Até o final dessa terça-feira (6), a Justiça ainda não havia se manifestado sobre o pedido de prisão temporária.

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