| Bruno Freitas/Noroeste |
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| Professor Marinho, alunos e Luciano Sato na apresentação dos novos uniformes para competições |
O projeto social que havia começado pequeno, em 2014, numa parceria entre Noroeste, Semel e Tel Telecomunicações, criado pelo coordenador Luciano Sato, com o objetivo de tirar crianças da rua e de situações de risco por meio do esporte, expandiu e completa três anos de existência. A diretoria alvirrubra destaca que, hoje, o formato da escolinha social de futebol se tornou exemplo para prefeituras de outros municípios, que já planejam repetir a fórmula que vem dando certo nas dependências do Estádio Alfredo de Castilho, em Bauru.
Ex-jogador profissional, com carreira no Brasil e no Japão, com passagens como técnico do Noroeste, inclusive, hoje coordenando o projeto Noroestel, Luciano Sato explica que prefeituras de outras cidades do Interior do Estado de São Paulo visitam o local para saber como funciona e como pode ser implantado. "Estamos felizes porque o projeto está expandindo fronteiras e servindo como um bom exemplo de tirar as crianças da rua e promovendo o crescimento das crianças como cidadãos, graças ao futebol que praticamos aqui", diz Sato.
SONHO E REALIDADE
O coordenador do Noroestel cita ainda que todos os meninos sonham em ser jogadores profissionais, mas que ele explica, honestamente, que a minoria ali realmente seguirá carreira, como em qualquer lugar do Brasil, mas que todos precisam ser aplicados nos estudos.
"Queremos que eles sejam estudiosos, fora de campo, para conseguirem carreira sólida no mercado de trabalho. Aqueles que se destacarem aqui e tiverem potencial, seguirão o fluxo na carreira, porque temos parcerias, além do Noroeste, para eles jogarem. Os que são esforçados, mas que realmente a gente percebe que não serão jogadores, a gente trabalha o pensamento de que eles podem realmente fazer do futebol um lazer e ocupação, porque esse é o objetivo do projeto social, mas que podem também ser médicos, professores, educadores físicos e outras profissões", explica Sato.
PARCERIAS
O coordenador destaca que o clube não pode segurar todos os meninos com potencial. "Principalmente quando não temos categoria deles disputando o Campeonato Paulista, como são os casos do sub-15 e sub-17. Alguns clubes parceiros, como o Ituano, o Linense, o Grêmio Novorizontino entre outros, por exemplo, a gente encaminha os meninos para serem observados e disputarem o campeonato por lá, mas com o compromisso de serem negociados com o Noroeste em caso de futuro profissionalismo. Tem clubes até fora do País de olho nos meninos", aponta Sato.
Já no sub-20, que está na vice-liderança do Paulista, com o técnico Dú Itapuí, o Noroeste tem vários atletas do projeto social integrados ao elenco. E eles são semanalmente observados pelo técnico Vitor Hugo, do profissional.
SERVIÇO
O Projeto Noroestel tem treinos semanalmente, de manhã e à tarde, separado por categorias de idades. Para inscrição, os meninos precisam comparecer à secretaria do clube, no Estádio Alfredo de Castilho, acompanhados dos pais ou responsáveis, munidos de documentação e uma foto 3x4. Quem falta excessivamente na escola ou leva advertência, é automaticamente suspenso dos treinos.
