| Pedro Martins/MoWA Press |
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| Na maior surpresa do time, Tite escala o zagueiro David Luiz como volante contra os australianos |
A seleção brasileira está definida para o seu segundo amistoso em Melbourne, nesta terça-feira (13), às 7h05 (de Brasília), diante da Austrália. Nessa segunda-feira (12), a equipe encerrou a preparação para o compromisso com um treinamento no Lakeside Stadium em que o técnico Tite confirmou uma escalação com oito alterações em relação ao duelo contra a Argentina, na última sexta, quando a equipe perdeu por 1 a 0.
Tite comandou trabalho tático em campo reduzido. E escalou o time titular com apenas três jogadores que começaram contra a Argentina: o zagueiro Thiago Silva, o volante Paulinho e o meia Philippe Coutinho. Só uma das alterações foi realizada por necessidade: a entrada de Diego Souza na vaga de Gabriel Jesus, que sofreu uma fratura na órbita esquerda após ser atingido pelo cotovelo de Otamendí no jogo de sexta-feira.
As mudanças por opção começaram no gol, onde Diego Alves trabalhou no lugar de Weverton. Nas laterais, Rafinha e Alex Sandro substituirão Fagner e Filipe Luís, respectivamente. Rodrigo Caio treinou ao lado de Thiago Silva na zaga, enquanto que David Luiz foi escalado como volante, no lugar de Fernandinho, na maior surpresa da seleção para o duelo contra a Austrália. Além disso, Douglas Costa e Giuliano treinaram no setor ofensivo, nas vagas de Renato Augusto e Willian.
A seleção terá mais um capitão diferente sob o comando de Tite. Ontem, o treinador confirmou que a braçadeira será utilizada pelo meia-atacante Philippe Coutinho, do Liverpool.
Desde que assumiu a seleção, Tite tem optado pelo revezamento na função de capitão da equipe. E Philippe Coutinho será o nono jogador a vestir a braçadeira com o treinador, em função que já foi desempenhada por Miranda, Renato Augusto, Daniel Alves, Filipe Luís, Fernandinho, Neymar, Robinho (em amistoso que só contou com jogadores que atuam no futebol brasileiro) e Thiago Silva.
Curiosamente, o anúncio de que Philippe Coutinho será capitão se deu no mesmo dia em que o jogador do Liverpool completou 25 anos Tite garantiu, porém, que a escolha não foi um "presente", pois nem sabia da data comemorada pelo jogador.
"Acho quando o professor chegou, nos trouxe a confiança, o trabalho duro a cada treinamento. A seleção foi evoluindo, jogando bem, merecendo vencer os jogos e hoje a seleção joga num nível diferente. Falando da braçadeira, para mim é um momento especial, recebi a notícia no dia do meu aniversário também. Então, é uma felicidade muito grande", comemorou o meia.
Entretanto, Philippe Coutinho descartou a responsabilidade de assumir o protagonismo do time na ausência de Neymar, que não foi convocado por Tite para os amistosos contra a Argentina e a Austrália. "A responsabilidade dentro do campo a gente divide entre todos os jogadores. O jogo é coletivo. Claro que quando o Neymar está, ele é uma peça diferente, cria as jogadas, é um dos melhores do futebol, mas a responsabilidade é dividida entre todos", frisou.
Tite muda time e avisa: 'Quero espírito competitivo'
O técnico Tite confirmou que a seleção brasileira encarará a Austrália com oito mudanças em relação ao time que perdeu para a Argentina na sexta passada. Se engana, porém, quem acha que estas experiências do treinador demonstram uma menor preocupação com a partida. Ele garantiu que é justamente a postura de seus comandados que será observada.
"O atleta que tem capacidade de jogar o amistoso fortalecido, mentalmente preparado e motivado, ganha pontos. E eu sei quem tem. Tem o atleta que já esmorece. Gosto deste espírito competitivo. Isso pesa para o jogo amistoso, em que a capacidade mental faz a diferença", considerou Tite, ontem.
Tite já havia convocado a seleção com desfalques de peso como Daniel Alves, Marcelo, Casemiro e Neymar. Contra a Austrália, poupará ainda Weverton, Fagner, Gil, Filipe Luís, Fernandinho, Renato Augusto e Willian, além de não contar com o lesionado Gabriel Jesus. Entrarão: Diego Alves, Rafinha, Rodrigo Caio, Alex Sandro, David Luiz, Giuliano, Douglas Costa e Diego Souza.
O treinador garantiu que estas mudanças não indicam qualquer menosprezo à Austrália ou ao peso deste amistoso. "Quando garantimos a vaga, sabia que ia me dar a oportunidade de colocar os jogadores para jogar. É muito desafiador ser gestor. Mas coloquei o senso de justiça em prática. Não queria mandar o jogador para casa sem oportunidade de atuar. Vivemos em um mundo muito competitivo, não podia ser egoísta e colocar só o resultado acima de tudo".
