| Malavolta Jr. |
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| Padre Rodrigo Pereira Sena mostra a farmácia comunitária da Paróquia Nossa Senhora da Assunção: "Às vezes, não há medicamento no posto de saúde e a população não sabe a quem recorrer, por isso procura a igreja" |
Através de suas paróquias e capelas, congregações religiosas e trabalhos pastorais, a Igreja Católica está presente em todo território do município. Em comum, além da fé, o olhar voltado à questão social, seja na vizinhança ou em locais mais distantes.
Essa atuação pode variar bastante, de acordo com a realidade dos bairros que cada uma abrange. Como o assunto é amplo, a reportagem optou por conversar com representantes de algumas paróquias e que nasceram e se engajaram nas periferias, procurando fazer a diferença à sua volta.
"A Igreja deve estar atenta às necessidades específicas da região onde vive e ser ponto de referência na solidariedade para católicos ou não. Aqui há maior proximidade com os moradores, que sabem do trabalho social e nos procuram. Principalmente nas periferias, a Igreja deve ser um sinal de esperança", aponta o padre Rodrigo Pereira Sena, da Paróquia Nossa Senhora da Assunção, no Jardim Ouro Verde.
Mesmo em processo de construção e com arrecadação menor que a de comunidades em regiões mais favorecidas socialmente, a Assunção une esforços de paroquianos, voluntários e parceiros para distribuir alimentos, oferecer aulas de balé, capoeira e violão, manter uma farmácia comunitária e acupuntura, organizar bazares e eventos beneficentes. Veja abaixo mais detalhes.
Além das demandas mais urgentes de alimentação, a paróquia tenta oferecer o que a sociedade não tem dado à região, principalmente aos mais jovens, seja em termos de lazer, esportes ou cursos. "É importante a criança ter sonhos e atividades além da escola, isso ajuda a expandir os horizontes", afirma.
PARA TODOS
A juventude está entre as principais preocupações da comunidade, dentro e fora do ambiente paroquial. "Vários jovens buscam a igreja, confessam risco de envolvimento com drogas e começam a participar das nossas atividades, mas muitos param... É difícil conquistar nessa fase", lamenta padre Rodrigo.
Porém, não impossível. O Grupo de Jovens Ágape da Paróquia insiste em convidar outros jovens na vizinhança e em escolas para seus encontros semanais (domingo das 17h às 19h ), ações sociais e eventos festivos.
A comunidade também tem investido nas crianças e na união das religiões. "O grupo de balé, por exemplo, fez uma apresentação que lotou a igreja com pessoas de várias denominações. Os projetos sociais nos aproximam", comemora o sacerdote.
O que chama a atenção dele na população paroquial é o perfil solidário e a fé em dias melhores. "Há pessoas com boas condições, mas grande parte tem o básico para sobreviver. Mesmo assim, ajudam e colocam a mão na massa; são muito trabalhadores e otimistas. Em comunidade vamos construindo juntos uma realidade melhor e as pessoas veem que é possível", avalia.
Serviço
Paróquia Nossa Senhora da Assunção: rua José Bueno de Camargo Sobrinho, 5-25, Jardim Ouro Verde. Fone: (14) 3236-6192.
Serviços oferecidos na comunidade
| Fotos: Helo HT/Divulgação |
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| Capoeira |
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| Sopa solidária |
* Sopão solidário: a sopa distribuída quarta-feira, às 19h, a mais de 200 pessoas, é feita pelas monjas concepcionistas franciscanas do Mosteiro Imaculada Conceição e São José, em Piratininga. Voluntários do mosteiro e da paróquia ajudam no preparo e na distribuição.
* Farmácia comunitária: aberta quinta-feira, das 8h às 11h, recebe doações de remédios, fraldas, cadeira de rodas, muletas e outros aparatos para cuidados de saúde. Os medicamentos são distribuídos através de receita e de um controle feito pela paróquia.
* Pastoral social: arrecada alimentos, monta cestas básicas, faz visitas e doa a 25 famílias cadastradas do bairro. Outras necessidades, de gás a leite para crianças com intolerância a lactose, também são atendidas.
* Curso de capoeira: terça e quinta, das 20h às 21h30, para crianças a partir de 6 anos, jovens e adultos. Gratuito.
* Aula de balé: sábado, das 8h às 11h. Gratuito.
* Bazar da Assunção: recebe doações de roupas, eletrodomésticos, móveis e outros itens, que são vendidos a cada dois meses. O que sobra é doado ao bazar de outra comunidade.
* Aula de violão: sábado à tarde, por taxa simbólica.
* Acupuntura: sábado de manhã, na capela Jesus Trabalhador (Jardim Solange), por taxa simbólica.
Projeto Caná conquistou o Ferradura Mirim
Com um olhar diferenciado sobre educação e ação social, associação formada por religiosos e leigos marianistas mantém trabalho que é referência no bairro
| Fotos: Malavolta Jr |
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| Parte das crianças que participam do Projeto Caná com os educadores Fulvia Negri Goulart Garcia, Domingos Fuentes Salgado e Bianca Rodrigues: educação participativa e formação cidadã |
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| Educadora Mayara Imbriani Lopes conduz brincadeira com crianças no pátio |
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| Entre as atividades pedagógicas, lazer com jogos no computador |
Há cerca de 30 anos, praticamente junto com a ocupação do bairro Ferradura Mirim, nasceu a Associação Caná, formada pelos religiosos da Companhia de Maria e pela Família Marianista, leigos que compartilham do mesmo modo de viver a fé.
De lá para cá, essa associação de católicos abraçou várias demandas da região, mas focou no trabalho com crianças e adolescentes, atendidos pelo Projeto Caná. O local, que tem convênio com a Secretaria do Bem-Estar Social (Sebes), recebe 200 alunos entre 3 e 15 anos, de segunda a sexta, com turmas de manhã e à tarde; no sábado, são 150 estudantes (que participam ou não das atividades durante a semana).
"Aqui é lugar para a criança ser criança, não só brincar, mas estar com os outros, ser feliz, receber cuidado e respeito, ter noções de higiene e boa alimentação, além de fazer uma série de atividades artísticas, culturais e sociais, com esportes, dança, balé, circo, música e artesanato", lista o irmão Domingos Fuentes Salgado, diretor do projeto.
"Temos jogos, vídeos, biblioteca... Tudo que contribua com o bom desenvolvimento de crianças e adolescentes em termos de corpo, alma, mente, sociabilidade... Não é luxo, faz bem, eles gostam e têm direito", destaca o religioso.
Na visão dele, o assistencialismo não ajuda ninguém e, para desenvolver a pessoa e o País, é preciso mudar as mentalidades. "Aqui também eles aprendem a ser cidadãos que não resolvem os conflitos com violência e que buscam melhores condições de vida para si, sua família e seu bairro. Formar cidadão é dar acesso; sem igualdade não há cidadania e nem paz".
EDUCAÇÃO PARTICIPATIVA
No Projeto Caná, os 15 funcionários e a diretoria, formada por voluntários, também levantam a mão e pedem licença para falar com os alunos.
"Aqui eles têm oportunidade de falar e de resolver seus problemas, de propor ações e melhorias. Dominar quem é menor na força, maturidade e até na altura é fácil, educar é outra coisa. Não temos sempre a última palavra", avalia o irmão Domingos.
"Desde que o educador ou adulto mude de comportamento, eles mudam também; do contrário, o resultado é indisciplina e falta de educação".
Esse modelo diferenciado de educação favorece a autoestima e as reuniões com os familiares focam na evolução dos alunos. "Precisamos mostrar desde cedo que eles são capazes e aos pais o que de melhor seus filhos podem fazer. Serem valorizados aqui ajuda na valorização lá fora".
As famílias também são chamadas a se engajar. "Oferecemos palestras que falam desde como educar melhor até sobre reciclagem de lixo. Esse é um assunto recorrente aqui, porque é um problema do bairro. Essa semana saímos com as crianças para fazer panfletagem sobre a importância de manter a limpeza nas ruas", lembrou Fúlvia Negri Goulart Garcia, coordenadora pedagógica do Projeto Caná.
IDENTIDADE
Aliás, a realidade do bairro é muito presente nas conversas com os alunos. Não por acaso a temática trabalhada ao longo desse ano nas diversas atividades pedagógicas é a identidade, tanto pessoal quanto social.
"Os alunos trazem muitas demandas, compartilham problemas e até o preconceito que sofrem por morarem no Ferradura Mirim. Por isso trabalhamos com ações para melhorar a vida no bairro e mostrar que eles não precisam ir embora daqui. Eles podem ser cidadãos capazes de mudar esse cenário", acredita Fúlvia.
"É um local marginalizado, associado a coisas ruins, o que é uma generalização. Muitas coisas boas acontecem aqui. O preconceito faz essas pessoas terem um olhar negativo sobre si, elas se diminuem e custam ganhar confiança para mudarem suas vidas", pondera irmão Domingos.
Por isso o Projeto também trabalha questões de espiritualidade. "É uma parte importante da vida, ajuda a crescer e reforça bons valores, desde que não seja excludente. Não fazemos catequese e nenhuma denominação se sente ofendida", avisa o religioso.
Serviço
Projeto Caná: rua Paulo Kinoshita, 4-40. Fone: (14) 3203-5241.
Paróquia no Geisel quer zelar pelo bairro
| Aline Mendes |
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| Padre Everaldo deseja ampliar ação social e implantar projeto que cuide do bairro |
Quando chega à Paróquia Imaculada Conceição, no núcleo Presidente Geisel, a informação de que algum morador do bairro tem uma necessidade urgente, a comunidade se mobiliza rapidamente para tentar ajudar.
A principal demanda é por alimento. "Nossa dimensão social distribui cestas básicas a 34 famílias cadastradas. Há também cestas avulsas entregues a moradores que precisam esporadicamente, até de paróquias vizinhas. Também emprestamos cadeiras de banho, muletas e camas hospitalares, entregamos muitas fraldas geriátricas e cedemos o espaço para atividades sociais com idosos", conta o padre Everaldo Junior Rambaldi.
Além de ampliar a ação social, que conta também com bazar, uma das metas é envolver a comunidade em um projeto de conscientização sobre a importância de zelar pelo bairro. "A ideia partiu de moradores e estamos amadurecendo para implantar. Há muito entulho, lixo e até móveis descartados pelas ruas e terrenos, o que pode se tornar um problema de saúde pública", conclui.
Serviço
Paróquia Imaculada Conceição: rua Cyrênio Ferraz de Aguiar, 3-104, Geisel. Fone: (14) 3203-3447.
Comunidades se voltam aos mais jovens
Congregação religiosa e paróquias São Paulo e Santa Luzia unem esforços para ação social em diversos bairros, priorizando gestantes, crianças e adolescentes
Resgatar a dignidade do ser humano: esse é o ponto de partida da missão abraçada pela Fraternidade Santo Inácio de Antioquia, que em Bauru está à frente das Paróquias São Paulo e Santa Luzia, nos bairros de mesmo nome.
Dessa forma, os freis inacianos ficam atentos às necessidades das regiões em que atuam e, para atender a uma delas, há 8 anos inauguraram a creche Nossa Senhora do Desterro, na Vila São Paulo. O local recebe 60 crianças de 1 ano e 8 meses a 5 anos e 11 meses.
"Entre tantas demandas do bairro, a necessidade da creche chamou a atenção pela grande quantidade de crianças na rua e de pais procurando onde deixá-las", lembra frei Alfredo Francisco de Souza, presidente da entidade e responsável pelas duas paróquias.
Para ser mantida, a creche tem convênio com a Prefeitura, recebe recursos do Fundo Diocesano de Solidariedade, conta com o apoio do Rotary Clube Bauru Aeroporto desde o início e uma rede de colaboradores em datas como Páscoa, Dia das Crianças, Natal, etc. No dia a dia, são oito funcionários e seis voluntários diretos, membros da diretoria.
"A maioria das crianças vêm de famílias evangélicas. É bonito, porque a ação social independe da religião. Por outro lado, é preocupante, porque outras denominações ainda não despertaram para as necessidades de seus membros e do bairro em si", pondera.
'OLHAR DA ESPERANÇA'
A Paróquia São Paulo Apóstolo também possui um projeto social que vem crescendo na Comunidade Nossa Senhora Aparecida, na Pousada da Esperança II. Além de oferecer capoeira, artesanato e aulas de dança para crianças e jovens, desenvolve um trabalho amplo com gestantes.
"O Projeto Olhar da Esperança atua em uma realidade difícil de bairro, em que o índice do uso de drogas é alto. É ilusão achar que basta o que estamos fazendo, mas levar em consideração as necessidades da população e unir forças é importante para auxiliar as pessoas nas dimensões física, psíquica e espiritual", avalia frei Alfredo.
Por isso, a paróquia abre suas portas para ações da Prefeitura e de entidades, em áreas como saúde, esporte e atividades culturais. E incentiva o voluntariado por parte de paroquianos e moradores dos bairros. "A adesão é natural, as pessoas participam e se comprometem de verdade. Não há zona de conforto, pois suas vidas são desafiadas o tempo todo. O que percebemos é a sede de oportunidades e propostas. Ver a força e a vontade delas de crescer é gratificante".
No último sábado do mês, ao meio-dia, a paróquia ainda oferece a Sopa Solidária. "Sabemos que não vai resolver o problema, mas é um suporte na alimentação das famílias", comenta o religioso.
Serviço
Paróquia São Paulo Apóstolo: rua Alberto Delmasso, 4-215, Pousada da Esperança I (região da Vila São Paulo).
Comunidades se voltam aos mais jovens
Congregação religiosa e paróquias São Paulo e Santa Luzia unem esforços para ação social em diversos bairros, priorizando gestantes, crianças e adolescentes
| Aline Mendes |
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| No refeitório, frei Alfredo e parte das crianças que frequentam a creche Nossa Senhora do Desterro |
Resgatar a dignidade do ser humano: esse é o ponto de partida da missão abraçada pela Fraternidade Santo Inácio de Antioquia, que em Bauru está à frente das Paróquias São Paulo e Santa Luzia, nos bairros de mesmo nome.
Dessa forma, os freis inacianos ficam atentos às necessidades das regiões em que atuam e, para atender a uma delas, há 8 anos inauguraram a creche Nossa Senhora do Desterro, na Vila São Paulo. O local recebe 60 crianças de 1 ano e 8 meses a 5 anos e 11 meses.
"Entre tantas demandas do bairro, a necessidade da creche chamou a atenção pela grande quantidade de crianças na rua e de pais procurando onde deixá-las", lembra frei Alfredo Francisco de Souza, presidente da entidade e responsável pelas duas paróquias.
Para ser mantida, a creche tem convênio com a Prefeitura, recebe recursos do Fundo Diocesano de Solidariedade, conta com o apoio do Rotary Clube Bauru Aeroporto desde o início e uma rede de colaboradores em datas como Páscoa, Dia das Crianças, Natal, etc. No dia a dia, são oito funcionários e seis voluntários diretos, membros da diretoria.
"A maioria das crianças vêm de famílias evangélicas. É bonito, porque a ação social independe da religião. Por outro lado, é preocupante, porque outras denominações ainda não despertaram para as necessidades de seus membros e do bairro em si", pondera.
'OLHAR DA ESPERANÇA'
A Paróquia São Paulo Apóstolo também possui um projeto social que vem crescendo na Comunidade Nossa Senhora Aparecida, na Pousada da Esperança II. Além de oferecer capoeira, artesanato e aulas de dança para crianças e jovens, desenvolve um trabalho amplo com gestantes.
"O Projeto Olhar da Esperança atua em uma realidade difícil de bairro, em que o índice do uso de drogas é alto. É ilusão achar que basta o que estamos fazendo, mas levar em consideração as necessidades da população e unir forças é importante para auxiliar as pessoas nas dimensões física, psíquica e espiritual", avalia frei Alfredo.
Por isso, a paróquia abre suas portas para ações da Prefeitura e de entidades, em áreas como saúde, esporte e atividades culturais. E incentiva o voluntariado por parte de paroquianos e moradores dos bairros. "A adesão é natural, as pessoas participam e se comprometem de verdade. Não há zona de conforto, pois suas vidas são desafiadas o tempo todo. O que percebemos é a sede de oportunidades e propostas. Ver a força e a vontade delas de crescer é gratificante".
No último sábado do mês, ao meio-dia, a paróquia ainda oferece a Sopa Solidária. "Sabemos que não vai resolver o problema, mas é um suporte na alimentação das famílias", comenta o religioso.
Serviço
Paróquia São Paulo Apóstolo: rua Alberto Delmasso, 4-215, Pousada da Esperança I (região da Vila São Paulo).
Pastoral da Criança
| Divulgação |
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| Celebração da vida na paróquia São Paulo |
Outro trabalho importantíssimo na Paróquia São Paulo Apóstolo, que abraça os bairros na região da Vila São Paulo, é a Pastoral da Criança, presente nessa comunidade há 25 anos. Hoje, ela conta com 12 agentes, responsáveis por acompanhar 20 crianças.
Além das visitas, todo mês é realizada a celebração da vida e a pesagem dos pequenos na matriz paroquial, momento em que há também orientação aos familiares com palestras e recreação infantil. "É um trabalho lindo. Muitos dos jovens e adultos atuantes em nossa paróquia um dia foram atendidos por essa pastoral e comprovam que ela faz a diferença na vida das pessoas", afirma o vigário paroquial, frei Luciano da Silva Barbosa.
"Eu mesmo fui uma criança desnutrida, que tomou a multimistura da Pastoral, na minha cidade de origem, São Paulo. Desde que iniciei a vida vocacional em Bauru atuo como voluntário e acabo de ser nomeado assessor espiritual da Pastoral da Criança em nível diocesano. Estou muito honrado, feliz e grato", relata.
Da Vila Santa Luzia ao Jardim Flórida: serviços variados
| Fotos: Sônia Neri/Divulgação |
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| Coral formado por crianças do Jardim Flórida |
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| Coral formado por crianças do Jardim Flórida; à esquerda, frei Alfredo ao lado delas; à direita, Matilde Silveira e Patrícia de Souza Damasceno |
Em sintonia com as necessidades da população, a Paróquia Santa Luzia já realizou de cursos para geração de renda a aulas de zumba. Na ação implantada mais recentemente, a Pastoral da Saúde montou um grupo de apoio psicológico.
"Duas psicólogas voluntárias realizam terapia em grupo. É para todos os públicos, mas quem procura são as mulheres para falar de emoções e refletir. Nesse contato, já foram revelados casos de baixa autoestima, agressão, abandono e depressão. O aspecto psicológico é imprescindível para avançar nas questões sociais", ressalta o pároco, frei Alfredo Francisco de Souza.
"Em um contexto social difícil, elas são as principais responsáveis pela casa e pelos filhos. Muitas cuidam sozinhas de crianças com deficiência ou problemas de saúde. O que para nós parece impossível fazer, elas dão um jeito". Em breve, a paróquia deseja implantar a Pastoral do Idoso, a orientação vocacional para jovens e retomar o trabalho voluntário em que uma advogada conversava com moradores sobre direitos e serviços públicos.
"Temos que estar aptos para recebermos as queixas e desabafos e não lavar as mãos, mostrar que as pessoas não estão sozinhas e que existem possibilidades de resolução para os problemas. As comunidades paroquiais nas periferias têm muito a contribuir nesse sentido", reforça o religioso.
FRAGILIDADE SOCIAL
Além da distribuição de cestas básicas a famílias cadastradas e visitadas pela Pastoral da Solidariedade, a Paróquia Santa Luzia desenvolve um trabalho específico no Jardim Flórida
"É uma região de maior fragilidade social, com muitos problemas como crianças fora da escola, gravidez na adolescência e uso de drogas. Também casos de abuso infantil, violência e abandono. É preciso mostrar às autoridades responsáveis que essas pessoas existem e precisam de ajuda", preocupa-se frei Alfredo.
Lá, a Igreja tem investido nas crianças com catequese, alimentação, atividades lúdicas e sociais. "Muitos vão pelo lanche que oferecemos e isso é positivo, porque a gente lança a semente e vai envolvendo as famílias". E conclui: "Evangelizar é muito mais do que levar religião ou trazer pessoas para Deus, é se importar com a realidade em que elas vivem e ajudar a torná-la melhor, como Jesus fazia. E assim ser a presença de Deus para elas".
SERVIÇO
Paróquia Santa Luzia: rua Emílio Viegas, 4-57, Vila Santa Luiza. Fone: (14) 3239-3045.

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