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Botucatu quer construir barragem no Rio Pardo para evitar crise hídrica


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Prefeitura de Botucatu
Reunião para tratar da construção da barragem foi realizada na Secretaria Estadual de Saneamento e Recursos Hídricos

A Prefeitura de Botucatu (100 quilômetros de Bauru) planeja construir a longo prazo uma barragem no Rio Pardo, na região da Cachoeira Véu da Noiva, para evitar que o município sofra no futuro com problemas de desabastecimento. Na última quinta-feira, o prefeito Mário Pardini (PSDB) levou o projeto até a Capital para ser analisado pela Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos do Estado.

"Essa reunião foi muito importante e saio daqui com uma alegria imensa em notar o empenho do secretário Benedito Braga em dar andamento nesse projeto. Tivemos a informação de que, em vinte dias, teremos nas mãos a outorga dessa obra, que é o passo mais importante para conseguirmos o licenciamento ambiental", comemorou o chefe do Executivo.

Além do licenciamento, o prefeito irá buscar recursos para construir a barragem, orçada em R$ 40 milhões. "Não me preocupo em entregar essa obra durante meu mandato, mas ela precisa sair do papel. Vamos alagar uma área aproximada de 80 alqueires e ter uma vazão de mil litros de água por segundo, o que afastaria qualquer risco de faltar água para Botucatu nos próximos 40 anos", diz.

CRISE

Pardini lembra que, enquanto superintendente da Sabesp, enfrentou a pior crise hídrica do estado. "Vamos beneficiar não só a população da cidade, mas também o homem do campo, ou seja, o agricultor, que sofreu em 2014 e 2015 com a falta de água nos mananciais. Iremos atender com folga as indústrias, que também tiveram que reduzir a produção durante a crise hídrica, sem contar as novas condições de lazer e turismo para Botucatu, que serão criadas na região da represa", afirma.

Além de Pardini e do secretário estadual de Saneamento e Recursos Hídricos e presidente do Conselho de Administração da Sabesp, Benedito Braga, participaram do encontro o vice-prefeito e secretário municipal de Infraestrutura, André Peres, o superintendente do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), Ricardo Daruiz Borsari, e o ex-prefeito de Botucatu João Cury, atual presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo (FDE).

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