Embora sejam decorridos 72 anos desde o fim da Segunda Guerra Mundial, sua história parece inesgotável, surgindo sempre novos fatos até então desconhecidos. Como cinéfilo irrecuperável que sou, encontrei num dos sites de filmes o que leva o nome acima - "Terra das Minas", uma produção dinamarquesa surpreendente.
O fato real: prevenindo-se contra a invasão que fatalmente ocorreria e que resultou no chamado dia "D", em 6 de junho de 1944, os alemães minaram vasta área das praias da Dinamarca, enterrando ali cerca de 25 mil minas terrestres a cerca de 20 centímetros do solo. Era só pisar no pino detonador para o infeliz virar frangalhos.
A solução encontrada pelo país invadido - Dinamarca - foi a de reter os soldados alemães, então prisioneiros de guerra após a rendição, e exigir deles a tarefa de desenterrar e desarmar, uma a uma, as 25 mil terríveis armas de guerra.
Chefiados por um sargento durão, que no fim revelou um lado humano que parecia improvável, os soldados levaram meses infindáveis nessa inglória tarefa, sob a promessa de voltar para casa quando terminassem.
O que toca no filme, além da evidente tensão que transmite, foi o fato desses soldados serem jovens adolescentes, imberbes, imaturos, ali postos pela mente diabólica dos que levaram a Alemanha à tragédia que foi o conflito. De um grupo de 14 escolhidos por sua habilidade, apenas quatro sobreviveram.
Aqueles soldados imberbes não fizeram a guerra. A culpa foi de seus pais, que aclamaram como "salvador da pátria" o insano Adolf Hitler, como o povo italiano o fez com outro poltrão, Benito Mussolini, fragorosamente derrotado.
Ou Joseph Stalin, na Rússia, ou Hiroito, no Japão, ou os insanos militares argentinos na trágica Guerra das Malvinas.
Países em crise tendem a buscar em salvadores da pátria a solução de seus problemas. O Brasil está nessa encruzilhada perigosa. Já tivemos salvadores trágicos - como Jânio Quadros, Fernando Collor, de triste lembrança pelos danos que nos causaram.
Michel Temer resiste por falta de opção. Queira Deus saibamos separar o joio do trigo e não entreguemos o poder a quem o desmereça em 2018.