Tribuna do Leitor

A namorada do Tietê

Marcos Vieira da Silva - Iacanga
| Tempo de leitura: 2 min

De há muito que todos nós iacanguenses estamos cansados de saber do potencial turístico de nossa terra. Para que se tenha uma ideia, na década de 70 um projeto do saudoso deputado estadual Abrahim Dabus ziguezagueou pelos quatro cantos do Palácio 9 de Julho, e caso tivesse sido aprovado, desde aquela época teríamos nos transformado em estância turística.

Na mesma ocasião, a Cetesb chegou a montar um equipamento  no pátio interno da prefeitura municipal com o intuito de medir as condições climáticas do município no que tange à qualidade do ar, e que ali permaneceu por algum tempo, com resultados altamente positivos.

A nossa vocação para o turismo está fundamentada em dois pontos básicos: o Balneário de Quilombo, que por muitas décadas foi procurado por pessoas de todos os quadrantes deste imenso país, em busca de lenitivo aos seus males de origem  interna ou externa, através da quase milagrosa água que ali sempre brotou, considerada uma das mais importantes do mundo, só encontrando termos de comparação com as de Vichy, na França.

E por falar em Quilombo, a registrar apenas dois tristes fatos:  primeiro, o lamentável episódio da extinção pura e simples do poço, instalado em rudimentar construção de tábuas, e que era, por assim dizer, a "galinha dos ovos de ouro" do local, onde as pessoas entravam em suas águas e não conseguiam atingir o fundo, sendo imediatamente repelidas, e segundo, a igualmente lamentável omissão da prefeitura municipal, proprietária por desapropriação de uma área de dez alqueires, compreendida pela fonte (o poço) e adjacências, e que, na época, final do ano de 1961, por entender tratar-se de iniciativa que requeria o aporte de grande capital financeiro, e dada a carência do mesmo, optou por arrendar a lavra da referida fonte para a Companhia Termas de Quilombo, hoje, muitos anos depois, respondendo pelo seu controle um grupo de origem japonesa.

As mais belas praias artificiais de todo o interior paulista são, sem dúvida, o outro ponto básico a fortalecer nossa opção eminentemente turística, com águas mansas e cristalinas, às portas da cidade.

Se assim não fosse, certamente que Iacanga não faria parte do Circuito "Caminhos do Centro-Oeste Paulista", uma excelente iniciativa visando destacar os municípios que tem algo a dizer nesse campo.

Agora, alvíssaras!  Chega a notícia de que a cidade, por obra do deputado estadual Ricardo Madalena, foi finalmente guindada ao posto de "município de interesse turístico", devendo receber uma verba anual para o incremento do setor, com possibilidades, lá mais à frente, de alcançar a condição de estância turística.

Resumo da ópera: faz tempo que a "Namorada do Tietê" é do ramo!

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