| Divulgação/Diocese São Carlos |
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| Padre Paulo Dalla Dea exibe decreto vindo da Santa Sé |
O padre Paulo Fernando Dalla Dea, capelão da Igreja Santo Antonio de Guarapuã, distrito de Dois Córregos (73 quilômetros de Bauru), foi nomeado pelo papa Francisco como Missionário da Misericórdia. Em todo o Brasil, cerca de 30 padres possuem esse título, e, no Estado de São Paulo, apenas seis. Por meio dele, o padre poderá ouvir confissões e perdoar certos pecados cujo perdão são reservados somente ao papa, como no caso de pessoas que profanam as hóstias ou violência contra o próprio papa.
TEÓLOGO
Padre Paulo possui mestrado em Teologia Pastoral, com especialização em Adolescentes e Crisma, doutorado em Educação e Religião e um Pós-Doc no Canadá em Ciências da Religião, além de ser professor na Faculdade Jauense. É também assessor da Pastoral Universitária na sua Diocese.
Indicado pelo bispo da Diocese de São Carlos, ele foi selecionado e nomeado pelo papa Francisco, o único que pode nomear os missionários e lhes confiar o mandato de conceder a misericórdia de Deus e de ser confessores humildes e pacientes, capazes de perdoar as pessoas arrependidas de seus pecados.
"Ser um Missionário da Misericórdia é ser um agente de promoção de reconciliação, da justiça social e do perdão nas igrejas. A função principal é mostrar o rosto da misericórdia de Deus e fazer com que os pobres, os preferidos de Deus, não sejam esquecidos", declara o padre. "No dia em que fomos nomeados, o papa pediu que fizéssemos duas horas de orações diante do Santíssimo Sacramento. Foi um momento de muita graça para mim, onde Deus mostrou todos os meus pecados pessoais e onde preciso melhorar para ser mais acolhedor com as pessoas".
DEFINITIVO
O religioso é o único da Diocese de São Carlos e da região a possuir o título. A nomeação definitiva ocorreu em 22 de junho. Porém, no ano passado, durante o Jubileu da Misericórdia, o papa Francisco já havia dado uma espécie de autorização prévia a ele para que atuasse como Missionário da Misericórdia.
Na ocasião, o chefe maior da Igreja Católica concedeu a todos os sacerdotes a faculdade de absolver do pecado do aborto.
PECADOS ESPECÍFICOS
Aos Missionários da Misericórdia, que são 1.071 em todo o mundo, ele deu a autoridade de perdoar também os pecados reservados à Sé Apostólica, previstos no Direito Canônico. A maioria diz respeito a pecados (ou atitudes indignas) cometidos pelos próprios padres.
Entre eles, estão a profanação das espécies (hóstias consagradas); a violência física contra o papa; a ordenação episcopal sem mandato pontifício; a violação do segredo da confissão e a tentativa de absolvição do cúmplice em um pecado contra o sexto mandamento (não cometer adultério), por exemplo, um padre não poderia, anteriormente, absolver uma amante pelo aborto.
