Tribuna do Leitor

Aos amigos, tudo, aos inimigos, a lei

Aírton Lopes Paixão - Leitor sem filiação política partidária
| Tempo de leitura: 3 min

Certamente a missivista em questão faz parte do minguado contingente de 3% (três por cento) da população que aprova esse governo corrupto, que após o êxito de tirar do Palácio do Planalto um ex-governo que se afundou em sujeiras, se instalou, e vem conseguindo fazer pior que o anterior.

Pois hoje existem provas concretas, que já são de conhecimento público, da tamanha corrupção praticada no governo do sr. Michel Temer.

Lamentável vermos pessoas que sempre se manifestaram contrários as tantas ladroagens em governos anteriores hoje são coniventes e cúmplices de roubos, desvios de recursos públicos, fraudes contra o patrimônio público e tantas outras coisas piores que vem à tona todas as semanas.

A razão pela qual não se veem o povo em suas manifestações nas ruas está longe de ser desesperança, conforme lá citado, e sim muito constrangimento e vergonha pelo cala boca que receberam daqueles quais lá no Planalto fizeram chegar.

O povo (no qual me incluo), como foi dito, pode até temer pela crise, mas isso não poderá fazer perdermos a vergonha e o caráter de virmos a ser coniventes com as ações de tantos corruptos instalados no Congresso Nacional. Nunca se viu tantos ministros, deputados e senadores envolvidos em tantos casos de corrupção no País, como está ocorrendo atualmente.

Vale dizer que jornalismo sério não é aquele que divulga apenas fatos que agrada uns ou outros, mas sim aquele que traz a verdade em suas publicações e citações para o conhecimento de toda população geral.

Jamais devemos abrir mãos do bem-estar de nossas famílias, do emprego, bolso e da comida na mesa, mas também não vamos priorizar esses benefícios, fazendo vistas grossas ou abraçados com o ladrão grampeado no porão do Palácio do Jaburu e a quadrilha que cerca.

Vergonhoso quando a missivista diz: "Depois, se houver algo que o leve à indignação e o motive". Motivos maiores que quais estamos vivenciando não haverá, o que precisa vir é sensatez e coerência, e também uma boa dose de vergonha na "cara" daquela multidão apartidária que tomaram as ruas poucos tempo atrás em nome da ética na política.

Desesperançoso é vermos partidos políticos como PSDB, DEM, PP, SD, PSD, PR e tantos outros que sempre pregaram o discurso em prol da ética e da moralidade perante a sociedade, hoje compactuarem e, pior, atuando fortemente para manter esse governo lotado no Planalto somente porque dele fazem parte.

Esses partidos que sempre mostraram respeito ao que é público, agora estão sendo cúmplices e apoiadores do primeiro presidente denunciado judicialmente na história do País.

Se existe um lado bom em todos esses acontecimentos, está longe de ser o que foi citado em 28/06, página 2, na tribuna do leitor, pela missivista, mas sim, o fato de que chegamos à conclusão de que não existe no Brasil um partido no qual estão filiados somente políticos honestos.

E prestamos muita atenção sobre de que lado está, e como agirão cada um desses políticos em suas indicações, votações e manifestações no congresso, para que no pleito de 2018 façamos com que todos eles, merecidamente morram abraçados.

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