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Seja lá o que for, que seja logo!

Reinaldo Cafeo
| Tempo de leitura: 2 min

Não está fácil operar o lado real da economia. Este lado, que gera riquezas, emprego e que faz as coisas acontecerem, está perdido, correndo como "baratas tontas". São questionamentos diários que não encontram respostas plausíveis. Afinal, Temer fica ou sai? A equipe econômica atual permanece ou será substituída? Teremos a manutenção do atual modelo econômico ou haverá um novo modelo, com soluções mágicas? E as reformas, tão necessárias e imprescindíveis para sustentar o crescimento econômico, sairão ou não? Se saírem, serão na magnitude do que é necessário?

Neste contexto, o que os agentes econômicos desejam? Respostas a estas e outras indagações. Sabe para quê? Trabalharem com tranquilidade. As empresas, por exemplo, querem executar o planejamento traçado. Precisam cumprir as metas de vendas para que o orçamento projetado seja executado. Com incertezas nas vendas os custos se potencializam e a insegurança passa a nortear as decisões.

Aqueles que planejaram novos investimentos em seu parque fabril estão jogando para frente estes aportes financeiros.

Os trabalhadores querem seus empregos de volta. Com isso, voltar a olhar para frente e reconquistarem qualidade de vida.

O que se observa é exatamente o contrário. Tenho insistido que todos nós devemos focar nos nossos negócios, praticar a abstração evitando sermos contaminados pelo noticiário negativo que nos massacram diariamente, mas tem hora que isso não é possível. Longe de perder o otimismo e deixar de acreditar no País, mas este jogo de empurra não dá mais.

Se há denúncias contra o presidente, que sejam apreciadas na maior brevidade possível. Se há composição da base aliada para mantê-lo à frente do governo, que isso também seja definido, mas ter que operar o mercado, colocar energia nos negócios, tomar decisões sobre a carreira e as finanças do lar, sem saber quem será o presidente da República de plantão é conviver com um verdadeiro "terrorismo".

Aonde estão os "Estadistas" deste País? E a sociedade civil organizada vai assistir a tudo isso como se não tudo estive dentro da normalidade? O Judiciário vai se entregar a este jogo de poder? Vamos nos comportar como torcedores de um time de futebol ou seremos agentes transformadores?

Insisto: quem opera o lado real da economia quer TRABALHAR! Quer continuar a gerar riquezas e do jeito que as coisas estão, o desânimo pode contaminar a todos. Clamo: pessoas de bem, não joguem a toalha! Porém, ajam para não se acostumarem com isso e não deixar que prevaleça o que de pior a política pode trazer para nosso País.

O enorme potencial do Brasil não pode perder para esta corja de políticos que só querem vantagens pessoais e garantir a prática do poder pelo poder. A falta de solução para este grave momento político gera incertezas e com elas o adiamento das soluções dos graves problemas do Brasil.

Seja lá o que for, que seja logo! É o mínimo que a classe política poderia fazer pelo País.

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