| Douglas Reis |
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| O residencial, localizado na quadra 14 da rua São Sebastião, Vila Nova Esperança, foi ocupado nessa quinta-feira (29) |
Dezenas de pessoas que se intitulam como do movimento social Frente Nacional de Lutas Campo e Cidade (FNL) ocuparam, no início da manhã dessa quinta-feira (29), em Bauru, o Residencial Manacás, obra do programa habitacional do governo federal "Minha Casa Minha Vida". O empreendimento, localizado na quadra 14 da rua São Sebastião, Vila Nova Esperança, tinha prazo de entrega previsto para novembro do ano passado, segundo a prefeitura, mas está com as obras paradas.
O residencial possui 288 apartamentos e 144 deles têm como missão conceder um teto a famílias moradoras de áreas de risco em Bauru.
Responsável pelo "Minha Casa", a Caixa Econômica Federal informou que, nos últimos meses, vem tomando providências junto à construtora responsável para retomada e conclusão do serviço.
'PROTEGENDO'
Os manifestantes alegam que, por conta do abandono, a obra sofre com vandalismos e furtos. Situação que fez com que algumas das famílias contempladas no residencial, moradoras do Parque Jaraguá, Fortunato Rocha Lima e Val de Palmas, se unissem à FNL para ocupar o local.
"Estamos protegendo um bem que é nosso. Após a falência da construtura, a Caixa pediu mais um ano para terminar a obra, só que daqui a um ano não vai ter mais nada. Os usuários drogas estão depredando os apartamentos e furtando tudo. De hidrômetro até piso", critica Douglas de Oliveira Lobato, 35 anos, que ocupou uma das unidades junto a esposa, contemplada pelo MCMV, com o filho de 7 anos e a sogra.
Segundo ele, dos 20 blocos do residencial, ao menos 12 estão com seus 18 apartamentos ocupados. Os manifestantes prometem permanecer no local por tempo indeterminado e cobram a presença de representantes do programa por lá. "Não sairemos até que alguém venha nos dar explicações", reforça Douglas.
Segundo o site da empresa construtora, 93% da obra está executada.
REINTEGRAÇÃO
Em nota, a Caixa informou que, além das tratativas junto à empresas para a finalização da obra, ingressará com pedido judicial de reintegração de posse, “a fim de garantir que os imóveis sejam destinados às famílias selecionadas pelo poder público, dentro dos critérios definidos para o Programa”. Somente após esta etapa, é que, segundo o banco, as obras serão retomadas para conclusão do projeto e reparo de eventuais danos. Já a coordenação do MCMV na Prefeitura Municipal informou que, como a obra ainda não foi finalizada e entregue ao município, a responsabilidade de manutenção do local é da Caixa.
