Articulistas

E as empresas, como ficam?

Ricardo Marques Coube
| Tempo de leitura: 2 min

Nos últimos 15 anos, a deterioração da política ultrapassou os limites em termos econômicos, éticos, sociais e da sobrevivência/saúde do Estado brasileiro. Essa esquerda que acabou com o país é a mesma esquerda que agora voltou para a oposição e só sabe ser contra tudo e todos. Reconheço a fragilidade e falta de representatividade do atual governo. Não é isso que queremos e precisamos.

Entretanto, está se tentando aprovar medidas tímidas, chamando-as de reformas, mas apenas modernizam, cuja importância para o país é fundamental. Não resolvem tudo, mas é um bom começo.

Surpreendentemente, ao invés de unir forças que defendam o país, o emprego, as empresas, o Judiciário, ou seja, instituições que defendem mudanças no sentido de um país forte, competitivo, gerador de empregos variados, mas não, o processo divide o país, fragmenta - o e o torna mais fraco e refém dos oportunistas de plantão.

Vejam a situação do estado Brasileiro, União, Estados e Município, e nem assim nós conseguimos uma união mínima para salvar ou reverter esta tendência perversa em termos econômicos.

Estão acabando com a galinha dos ovos de ouro, ou seja, as empresas estão definhando, enfraquecendo e os empresários desmotivados e sem confiança alguma no país e nas instituições. O passivo trabalhista das empresas é impagável e todo o sistema conspira contra empresas/empresários.

Se fizer a conta, o empresário fecha a empresa. Enfrentamos a judicialização da economia privada e pública, e a politização do Judiciário. Estamos perdendo a noção dos limites e dos interesses do país.

Alguém acha que a divulgação da delação dos irmãos bandidos no dia seguinte às comemorações do primeiro ano do governo, cujos indicadores econômicos sinalizavam tendência de melhora do quadro econômico, e as reformas trabalhistas e da previdência agendadas para serem aprovados em 15 e 20 dias, foram coincidência em função do tempo judiciário? Claro que não.

Este é o lobby existente contra as reformas, contra o governo, contra o país.

Dois aspectos neste cenário conturbado me incomodam muito. Primeiro, qual é a expectativa dos jovens estudantes, empreendedores? O que esperar desse país? Hoje, o sonho da maioria desses jovens é sair. Mudar para longe a fim de terminar os estudos, empreender e trabalhar. O segundo ponto é que esse processo vai sugerir a eleição de um salvador da pátria. Vimos este filme recentemente.

Em Bauru, somando esta conjuntura nacional, enfrentamos os ecochatos, que também não gostam de empresas, empresários e estão ajudando a desenvolver as cidades da região.

Na condição de representante da classe empresarial, eu ainda sonho e espero que as empresas sejam salvas e que empresários e trabalhadores se unam para lutar pelo emprego, empresas e uma economia forte, pujante, que gere oportunidades aos jovens, pague impostos que ajudarão nos serviços públicos etc. Quem entende de empresas e empregos somos nós.

Se não mudarmos esta cultura de estado forte e provedor eterno, não avançaremos.

Salvem as empresas, por favor!

Comentários

Comentários