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Tardes de lazer nas escolas

Joaquim Eliseo Mendes
| Tempo de leitura: 2 min

Através de várias publicações pelo JC, tenho acompanhado o desenvolvimento do excelente projeto da Semel, Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, intitulado 'Tarde de Lazer", realizado nas escolas municipais da cidade e que tem por objetivo a tão falada, imprescindível e necessária integração escola-comunidade.

A última aconteceu na Emei "Nacilda de Campos", localizada à rua Joaquim Marciano, n. 5-39. Esse espetacular trabalho de integração proporciona aos participantes muita diversão e atividades físicas como cama elástica, pula-pula, tobogã, escorregadores e brinquedos infláveis para crianças e adultos, além de partidas de futebol, vôlei, handebol, tênis de mesa, queimada e xadrez, todas praticadas sob orientação dos professores da referida pasta.

A integração escola-comunidade já tem início quando ocorrem os acertos entre a direção da unidade escolar e as associações de moradores interessadas em tais promoções que são, alta e comprovadamente, positivas.

Pela minha experiência no magistério, absorvo, mais do que nunca, as afirmações de grandes expoentes da educação do passado e do presente, sociólogos, psicólogos, outros especialistas doutores e principalmente empresários de quão importante e necessário deve ser o entrosamento da escola com a comunidade. Comunidade que deve ser considerada não apenas dos pais cujos filhos estudam, mas também daquelas que já tiveram filhos na respectiva escola e também de outros moradores, vizinhos e comerciantes dos arredores.

A comunidade pode e tem muita opções e atendimentos a serem oferecidos à escola como pais encanadores, pedreiros, eletricistas, pintores, segurança, advogados, médicos e outras especialidades, assim como a escola, em contrapartida, oferecerá a eficiente guarda dos alunos, menos problemas disciplinares e, principalmente, melhoria da qualidade ou nível do ensino. Foi-se o tempo, que é do meu tempo, em que a escola reunia os pais dos alunos apenas para dizer de problemas que os filhos promoviam em classe, fatos que nenhum pai gostava de ouvir.

O tempo em que era proibida a presença de "estranhos", ou melhor, de pais no pátio da escola, cujos portões eram abertos apenas em determinados horários para entrada e saída dos alunos. Tempos em que havia uma barreira, um muro, entre família, comunidade e a escola e que, felizmente, foi derrubado. Esse excelente projeto que pode ser esclarecido e conectado junto à referida Semel pelo telefone (14) 3108-1050, a meu ver deveria ser adotado pela Estado para implantação inicial e gradativa na rede estadual de ensino. Como defensor intransigente da integração escola comunidade, vou mais longe ainda.

Sou de opinião que escolas poderiam ceder espaços para casamentos, batizados e outros eventos sociais mediante autorização da direção e APM a interessados pais de alunos. Finalizando, meus sinceros cumprimentos à Semel e às respectivas equipes.

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