Tribuna do Leitor

Juro por Deus que não entendo

Juraci Xavier
| Tempo de leitura: 2 min

Esse cabide de emprego dos direitos humanos. O direito humano teve início para poder salvar as pessoas do Holocausto, que eram presos, jogados nas prisões e, sem as mínimas condições de sobrevivência, morriam de fome, frio, doenças, sem qualquer assistência. As mulheres eram estupradas, violentadas com toda violência e as que se recusavam a fazer sexo eram mortas (assassinadas) ali mesmo.

A frequência cada vez maior dessas desumanidades fez com que a sociedades lutasse por seus anseios e clamasse por justiça.

Finda a Segunda Guerra Mundial e com a revolta instalada, principalmente pelo Holocausto, que havia causado dizimação do povo Judeu pelo império de Hitler, surge o Primeiro Tribunal Penal Internacional: O Tribunal de Nuremberg. Depois surgiram outros tribunais internacionais - Tribunal Internacional de Tóquio, Tribunal Militar Para O Extremo Oriente, Tribunal Penal Internacional Da Antiga Iugoslavia, Tribunal Penal Internacional Para Ruanda e o Tribunal Penal Internacional Permanente.

Todos eles em defesa dos seres humanos castigado pelo Holocausto, que foi uma luta muito difícil até a morte de Hitler.

E com o tempo apareceram os espertinhos e transformaram em defesa de presos comuns, assassinos, estupradores, sequestradores etc, esquecendo a real finalidade da luta de início que era em favor das pessoas (famílias) prejudicadas, com seus entes queridos assassinados injustamente e ficando sem proteção (do governo, ongs e da sociedade).

Hoje os Direitos Humanos inverteram sua finalidade protegendo os presos (bandidos), condenados pelo que praticaram e as famílias que perderam seus familiares, ou foram estupradas violentadas que deveriam receber a proteção do Estado, ongs e sociedade estão totalmente esquecidas, inclusive pela lei (não dão ibope).

Não é possível descrever tudo aqui, quem teve a má sorte de cair nas mãos desses assassinos estão como diz ditado popular: Fu... sem pai e sem mãe. Leis! À leis, que só protegem os apadrinhados. (Segundo o ditado popular, lei é para se cumprir e não para discutir). E por que existem tantas discussões sobre as leis? Sendo favorável sempre para os mais ricos. Na verdade, o que é a lei? O juiz a quo sabe men s que o juiz a quem? Os ministros do STJ sabem menos que os do STF? Por que um praticamente anula a sentença do outro?

O juiz Sérgio Moro (esse tem que escrever com letras maiúsculas) sabe menos que os juízes da Corte de Curitiba que absolveu o João Vacari Neto, tesoureiro do PT), que foi condenado pelo dr. Moro. Estou chegando à conclusão de que a lei é de quem da mais, e tem jogo de interesse com a melhor proposta.

Veja um caso bem simples na cidade de Santa Cruz do Rio Pardo: uma funcionária municipal foi acusada de desviar (segundo a imprensa) sete milhões de reais dos cofres públicos, não foram 700 milhões e sim sete milhões, a família toda foi presa, a acusada a mãe a irmã o cunhado e todos os bens da família foram sequestrados (em menos de um ano).

Pergunta: a justiça da cidade que é boa e rápida ou o advogado que não soube defendê-la?

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