Sou católica praticante, mas tenho bom senso e espírito crítico para deduzir que a CNBB há anos está aparelhada por padres e bispos da esquerda incentivadores de movimentos sociais que comprovadamente não passam de braço armado do PT, como MST, o MTST e outros.
Agora vem D. Sérgio da Rocha, cardeal de Brasília e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dizer que a entidade não se manifesta sobre governos e partidos, mas que esta crise política não pode continuar e que estão estudando alternativas como a realização de eleições diretas!
Primeiro, quero lembrar que a última greve dos professores, em 28 de abril, foi incentivada, dentro das escolas religiosas, por mensagens de autoridades eclesiásticas que afirmavam que as reformas da Previdência e trabalhistas tinham que ser combatidas com rigor porque iriam servir de instrumento para castigar os mais pobres.
Cartas neste sentido foram distribuídas às diferentes escolas religiosas de São Paulo incentivando a greve e, não obstante a maioria dos pais de alunos não concordarem com os termos, a greve se realizou.
Em segundo lugar, fico pasma ao ler que este cardeal está propondo eleições diretas quando nossa Constituição é clara neste sentido. Quer ele passar por cima da lei e defender uma medida autoritária e ilegal?
Ele afirma que esta medida, ainda que inconstitucional, não pode abolir a voz das ruas... Que segundo ele exige as diretas já. Que voz das ruas ?
Ele acha que um punhado de sindicalistas empunhando bandeiras vermelhas representam a população brasileira , ordeira e decente, cuja ausência nas ruas é o maior sinal de que não compactua com esta ideia?
Sinto-me triste ao ver um representante da Igreja a cujo corpo místico pertenço defender teses que deveriam ser discutidas no Congresso e não por um órgão pouco isento como a CNBB, que parece falar por todos os católicos, só que não!