| Malavolta Jr |
![]() |
| Governador do Estado Geraldo Alckmin |
| Samantha Ciuffa |
![]() |
| Deputado estadual Pedro Tobias |
| Douglas Reis |
![]() |
| Reitor da USP, Marco Antonio Zago |
| Samantha Ciuffa |
![]() |
| Maria Aparecida de Andrade Moreira Machado |
| Malavolta Jr. |
![]() |
| Prefeito de Bauru, Clodoaldo Gazzetta |
| Douglas Reis |
![]() |
| Secretário estadual da Saúde David Uip |
Uma data histórica para a consolidação de Bauru como polo regional de saúde ocorreu nessa terça-feira (4), no Conselho Universitário da Universidade de São Paulo (USP), na Capital. A abertura da primeira turma de graduação em Medicina, com 60 vagas iniciais já para 2018, saiu da gaveta após a articulação do deputado estadual Pedro Tobias (PSDB), que obteve aval do governador e médico Geraldo Alckmin (PSDB), o empenho pessoal do reitor da USP, Marco Antonio Zago, do secretário estadual de Saúde, David Uip, a partir da iniciativa da diretora da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) e superintendente do Centrinho, Maria Aparecida de Andrade Moreira Machado, somados à parceria local assumida pelo prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSD).
A aprovação, com 67 votos dos 97 conselheiros, foi condicionada. Conselheiros de outras unidades da USP mostraram preocupação com a garantia de recursos para sustentar a criação do curso. Zago pediu apoio aos conselheiros e negociou, ainda ontem, que a abertura da graduação em Medicina fosse condicionada à assinatura de convênio junto à Secretaria Estadual de Saúde para dar suporte estrutural ao funcionamento do novo hospital, no câmpus, e financeiro. Ao JC, o governador garantiu que cumprirá o acordado.
A USP abriu mão do "predião", construído com recursos públicos, mas que está ocioso há anos. O Estado aceitou assumir o prédio e, em parceria com a Prefeitura de Bauru, vai reorganizar leitos de alta e média complexidade para o novo Hospital Geral. Os serviços do Hospital de Base entram na redistribuição (leia mais na página 4). Servidores do Centrinho serão absorvidos pela nova estrutura e as faculdades de Medicina de Ribeirão Preto e de São Paulo prometeram apoio na formação do curso e com docentes.
Depois de mais de duas horas de debate no Conselho, a cartada final do reitor deu certo. "É sim um bom negócio para todos. Há economia óbvia para a USP que, hoje, consome R$ 19 milhões de custeio e tem em Bauru um prédio construído com recursos públicos parado. É um curso novo e no Interior. Não será Medicina igual Ribeirão e São Paulo. Vai formar médico para atender a rede pública. Um curso audacioso. Criar o curso é decisão da USP. Se estão preocupados com o Estado cumprir sua parte e assumir custeio dos serviços, aceito condicionar a aprovação do curso à assinatura do convênio", lançou Zago, depois de ouvir uma sequência de discursos contrários.
A aprovação no Conselho da USP deu-se com 67 votos favoráveis, 18 contrários e 12 abstenções. A criação do curso em faculdade já existente precisava de metade mais um do quórum. Estava, enfim, aprovado o nascimento da Medicina da USP em Bauru. O novo prédio vai abrigar a residência médica futura e, nos demais andares, vai funcionar o Hospital Geral do Estado. Haverá contrapartida do município, já assumida por Gazzetta.
'CONQUISTA HISTÓRICA'
Ainda ontem à noite, o deputado Pedro Tobias ligou, da Assembleia Legislativa do Estado, ao governador Geraldo Alckmin para agradecer e compartilhar a aprovação da Medicina da USP em Bauru.
Alckmin avaliou a aprovação: "Uma conquista histórica para Bauru, o Coração de São Paulo, uma cidade que tem uma rede hospitalar completa e onde faltava apenas o curso de Medicina público para o desenvolvimento de sua vocação nata".
Para o governador, o curso de Medicina com o selo USP vai ser marco. "A USP está entre as 100 melhores faculdades do mundo e sua expertise em formação profissional médica é de ponta. Unir a referência da rede que Bauru já tem em saúde com a graduação pública e gratuita para Medicina via USP gera uma série de transformações. Da formação profissional, dos serviços especializados, da residência médica. Tudo se transforma".
O governador destacou a descentralização de serviços da universidade. "É uma universidade que se abre para o Interior e permite que a excelência em formação médica também se efetive no coração de São Paulo. A região inteira ganha com essa aprovação", ampliou.
Sobre a condição aprovada pelo Conselho Universitário, de vincular a criação do curso de Medicina em Bauru à assinatura do convênio com o Estado para repactuar obrigações, o governador salientou: "É uma parceria construída por todos desde o início. O bom caminho é unir esforços. A USP se empenhou nisso, a prefeitura vai participar e todos estaremos juntos para viabilizar essa parceria. A Secretaria de Saúde do Estado já discutiu as bases e o convênio será assinado em benefício da comunidade da região de Bauru", finalizou.
'VERDADEIRO MARCO'
O deputado estadual e médico Pedro Tobias não conseguia esconder o contentamento em seu gabinete no início da noite de ontem, na Assembleia Legislativa. "Um marco histórico para Bauru que teve o decisivo e fundamental apoio do governador Alckmin e contou com o entusiasmo do reitor Zago e da diretora da FOB Cidinha e a sensibilidade e apoio do secretário de Saúde David Uip. Uma conquista que eu já tinha quase perdido as esperanças e que, no final, quando tudo parecia que não ia andar, teve as mãos do Renato Zaiden na reconstrução do diálogo, trazendo a Cidinha e o vice-diretor da FOB Carlos Ferreira dos Santos até meu gabinete em uma tarde de sábado. Fomos à luta, o sonho saiu do papel e agora é conquista".
Para o deputado, é fundamental que serviços especializados sejam descentralizados. "Ampliar serviços e descentralizar as atividades da USP fora da Capital não é fácil. Há resistências esperadas. Com o curso, vai ampliar oferta de profissionais. A maioria dos médicos que se forma na cidade fica por lá. É um orgulho para os bauruenses ter o Centrinho junto com o curso de Medicina da USP", comentou.
Para Tobias, o dia de ontem é um marco. "Sem exagero, é um marco histórico. Formar médicos da USP em Bauru é fantástico. E resolve problema de um prédio novo sem uso. O prefeito Gazzetta também foi sensível, percebeu o momento, e vai participar dessa reorganização dos serviços. A qualidade da mão de obra médica em Bauru entra em um novo patamar com o curso de Medicina da USP. Entra para a história".
'LUTA INTENSA'
"Foi uma luta intensa que, finalmente, deu frutos. Estou muito feliz e tenho convicção que haverá um ganho muito grande para Bauru e região. Demos um passo histórico", comemorou Maria Aparecida Machado, lembrando que, em 10 de março de 2014, em seu discurso de posse como diretora da FOB, já falava sobre o curso de Medicina em Bauru. "É um marco para nossa história", conclui.
VESTIBULAR JÁ SERÁ ABERTO EM AGOSTO
Segundo a USP, serão 60 vagas para o primeiro ano de funcionamento do curso, em 2018; previsão é chegar a 100 alunos por turma em 2022
| Fotos: Divulgação |
![]() |
![]() |
As inscrições para o vestibular da Fuvest, que, a partir de agora, passará a incluir o curso de Medicina do câmpus da USP de Bauru, começam em pouco mais de um mês. O prazo para confirmar a participação no processo seletivo irá de 21 de agosto a 11 de setembro deste ano.
A primeira fase do exame será realizada em 26 de novembro e a segunda fase, entre 7 e 9 de janeiro de 2018. Ao todo, serão abertas 60 vagas para o primeiro ano de funcionamento do curso, sendo 42 definidas pela Fuvest e 18 pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu). A intenção é ampliar o número gradativamente, até chegar a um total de 100 alunos por turma a partir de 2022.
Vinculado à Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB), o curso começará em 2018 e contará, inicialmente, com 46 professores e profissionais não-docentes, entre médicos e enfermeiros. Para 2018, serão contratados dez professores e as demais vagas devem ser supridas com o apoio de funcionários do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC), o Centrinho, e de professores da FOB e dos cursos de Medicina mantidos pela USP em São Paulo e Ribeirão Preto.
No quarto ano de atividade, o número de funcionários e docentes chegaria a 56. Diretora da FOB e superintendente do Centrinho, Maria Aparecida de Andrade Moreira Machado explica que, para transformar o curso em realidade, os recursos iniciais serão mínimos.
"Utilizaremos a estrutura que já temos na FOB e no Centrinho. Neste primeiro momento, a USP em Bauru está suficientemente equipada para receber os alunos. E temos convênio formal com os hospitais da cidade, fora a rede de atendimento do município. Há uma sinergia onde o aluno estará inserido", frisa.
| Divulgação |
![]() |
| Gilberto Carlotti, pró-reitor de pós-graduação; Raul Machado, superintendente da Aucani; Carlos Santos, vice-diretor da FOB; Vahan Agopyan, vice-reitor; Maria Ap. Machado; José dos Santos, Medicina de Ribeirão; reitor Zago; e José Lauris, prefeito do câmpus |
HOSPITAL
A intenção é, até o final de 2017, já ter estabelecido o cronograma de implantação dos dois primeiros anos da Medicina em Bauru. Maria Aparecida explica que o maior volume de investimentos será demandado a partir do quarto ano, quando o hospital deverá entrar efetivamente em funcionamento no "predião" que fica ao lado do Centrinho, dentro do câmpus da USP.
"Calculamos que sejam necessários R$ 11,8 milhões para equipar o prédio e os recursos virão do governo do Estado", esclarece. Com isso, Bauru passará a contar com seis hospitais públicos.
Hoje, o edifício azul - ou "predião", que possui cerca de 22 metros quadrados de área e 11 pavimentos, tem cerca de dois andares e meio ocupados por serviços prestados pelo Centrinho. A previsão é de que, quando estiver em pleno funcionamento, o hospital abrigue 220 leitos, sendo 10 de UTI adulto e 10 de UTI infantil, o que deve garantir significativa redução na fila de espera por vagas hospitalares em Bauru.
![]() |
ESTADO ASSUMIRÁ HOSPITAIS E USP FICARÁ COM A GESTÃO ACADÊMICA
O Conselho Universitário da USP aprovou a criação do curso de Medicina de Bauru com a condicionante de que a Secretaria de Estado da Saúde assuma o Centrinho e o novo hospital, que deve começar a funcionar em 2021. Ambos atenderão a população via SUS e serão utilizados para o ensino e pesquisa dos estudantes.
Como contrapartida, a USP ficaria com a gestão acadêmica das unidades. Futuramente, os dois hospitais podem vir a ser geridos por uma Organização Social de Saúde (OSS). "Por enquanto, ainda não está nada acertado nesse sentido", resume Maria Aparecida Machado.
Ela adianta que todos os 605 servidores técnicos e administrativos e os três docentes vinculados ao Centrinho permanecerão contratados pela USP. As futuras admissões, bem como as reposições dentro do Centrinho, passarão a ser feitas pelo governo do Estado, que confirmou ao JC que assumirá o que foi acordado.
Pela proposta apresentada pela diretoria, ontem, internações e cirurgias atualmente realizadas pelo Centrinho serão gradativamente transferidas para o novo hospital, mantendo a expertise em reabilitação de pessoas com anomalias craniofaciais, síndromes e deficiência auditiva.
Progressivamente, a USP deixará de fazer aportes orçamentários para o Centrinho, que continuará sendo custeado pela Secretaria de Estado da Saúde para concentrar as atividades ambulatoriais, a partir da operação plena do segundo hospital. "Como a estrutura do novo prédio é muito melhor, conseguiremos, inclusive, melhorar a prestação de serviços aos pacientes do próprio Centrinho", observa Maria Aparecida, garantindo que o volume de atendimentos oferecidos atualmente não será reduzido.
PREFEITURA DE BAURU IRÁ FICAR COM BOA PARTE DO HOSPITAL DE BASE
| Malavolta Jr. |
![]() |
| Secretário municipal de Saúde, José Eduardo Fogolin |
A Prefeitura de Bauru vai entrar com uma contrapartida para a instalação do curso de Medicina na USP. Pelo que ficou acertado entre Estado e município, a prefeitura assumirá a administração de boa parte do Hospital de Base, atualmente gerido pelo Estado, permitindo assim que a Secretaria de Estado da Saúde invista no novo Hospital Universitário, que ocupará o "predião" do Centrinho.
Clodoaldo Gazzetta confirmou ao JC que esta foi a contrapartida assumida pelo município. "A gestão de boa parte do Hospital de Base ficará com a prefeitura, que, a partir de 2018, também investirá recursos lá. Vamos custear parte do hospital, o restante será do Estado e União. As conversas evoluíram muitos nos últimos 20 dias", frisou nessa terça-feira (4).
"E isso terá um outro efeito positivo, pois, além dos 200 leitos que o Hospital da USP vai gerar, Bauru passará a administrar boa parte dos leitos do Base, tanto que a regulação dos leitos do Base passará para a prefeitura, e não mais pelo Cross (do Estado). Isso vai aliviar muito a fila de espera no PS Central e UPAs", adiantou.
O valor que o município vai gastar para gerenciar o Base ainda não foi definido. "Mas vamos reservar isso no nosso Orçamento a partir de 2018, até porque o Estado e a União vão fazer repasses também, a prefeitura vai complementar e assumir a gestão do Base, assim o Estado poderá investir no novo hospital na USP. Até porque essa era uma necessidade, Bauru é uma das poucas cidades de médio porte que não tem controle de nenhum hospital", concluiu.
O secretário municipal de Saúde, José Eduardo Fogolin, participou ativamente das negociações entre prefeitura e governo estadual. Ele lembra que a rede de saúde da cidade ganha com a Medicina. "Bauru já conquistou o curso privado, com a Uninove, e agora terá um público, através da USP. Vamos ter em breve dois cursos de Medicina na cidade, o que será importante para a rede de saúde", disse nessa terça (4) à noite, em vídeo divulgado pela assessoria de comunicação.
'MELHOR CURSO DE MEDICINA DO BRASIL'
Durante discurso nessa terça-feira (4), o reitor da USP, Marco Antonio Zago, salientou: “Queremos criar um novo e audacioso curso, queremos que ele seja o melhor curso de Medicina do Brasil. E sua aprovação pelo Conselho Universitário foi uma grande vitória para a USP, para Bauru e para o Centrinho, que foi a semente desta iniciativa”, destaca.
|
DE SONHO HÁ 60 ANOS A POLO REGIONAL
Primeira proposta de um curso de Medicina em Bauru foi em 1957. Agora, com o sonho concretizado, cria-se um conglomerado de saúde na região
![]() |
A confirmação da implantação do curso de Medicina em Bauru pela USP conclui uma "saga" de 60 anos, na qual importantes figuras da cidade sonharam e lutaram para que, agora, esta seja uma realidade aos bauruenses. O primeiro registro sobre a possibilidade de instalação de uma Faculdade de Medicina foi há exatamente seis décadas.
Agora, com a concretização por meio da USP, Bauru será o grande centro de um polo regional da área de saúde (veja mapa ao lado). Isso porque a própria cidade já conta com um dos melhores cursos de odontologia do mundo, na USP, e o Centrinho, referência em tratamento labiopalatal para toda a América Latina. A 100 quilômetros, Botucatu tem o curso de Medicina na Unesp e Marília na Famema. E a 47 quilômetros, Jaú é a sede do Hospital Amaral Carvalho, um dos principais do setor oncológico no Brasil.
MAIO DE 1957
![]() |
No dia 28 de maio de 1957, o então deputado estadual José Ferreira Keffer apresentou projeto de lei à Assembleia Legislativa para criar a Faculdade de Medicina de Bauru. O texto foi aprovado em primeira discussão em agosto do mesmo ano, e quase um ano depois, em julho de 1958, foi aprovado em segundo turno. Sancionado pelo governador da época, Jânio Quadros, a Lei 4.764 foi publicada no Diário Oficial do Estado em agosto de 1958.
O texto tinha quatro artigos, designando a criação da Faculdade de Medicina de Bauru como um instituto isolado. Porém, na prática, a lei nunca foi aplicada. Keffer morreu em 17 de dezembro de 1977, sem ver seu projeto de lei se concretizar. Em 2006, a Lei 12.470 revogou uma série de leis do período entre 1953 e 1961. Sancionada pelo governador Cláudio Lembo, a criação da Medicina em Bauru estava no pacote de revogações.
LUTA
Outras inúmeras tentativas de criar o curso em Bauru aconteceram nas últimas décadas. Em 2013, o deputado federal Milton Monti (PR-SP) apresentou projeto de lei para criar a Universidade Federal de Bauru (Unifeb). Em 2015, o texto foi aprovado pela Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados, mas não avançou depois disso.
Em 2014, em visita a Bauru, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) anunciou que a cidade contaria com uma faculdade federal, porém, novamente não houve avanços. Até mesmo a possibilidade de uma extensão do câmpus da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), que já conta com o curso, foi cogitada, sem sucesso.
No âmbito estadual, a luta se intensificou a partir de 2011, após um período em que muitos já davam como perdida a possibilidade de o município contar com um curso público. Há seis anos, o JC noticiou com exclusividade, no dia 19 de maio de 2011, a informação de que a Reitoria da USP, pela primeira vez, cogitava a possibilidade do câmpus de Bauru ter o curso de Medicina.
Em 2014, mais um passo foi dado, com o governo estadual assumindo o "predião" do Centrinho, que custou quase R$ 30 milhões e estava em obras desde o final do anos 80. O local, que inicialmente seria usado apenas pelo Centrinho, vai se transformar em um Hospital Universitário, mantido pelo Estado e servindo como extensão ao curso da USP local, atendendo diversas especialidades e ajudando a sanar o déficit de leitos hospitalares de Bauru e região.
Há duas semanas, uma comitiva formada pelo prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSD), secretário municipal de Saúde, José Eduardo Fogolin, e dirigentes da FOB/USP, foi até São Paulo onde vários detalhes do futuro curso foram alinhados com a Reitoria da USP e a Secretaria de Estado da Saúde, conforme o JC antecipou no dia 22 de junho.
|
SEMENTE DA MEDICINA DA USP...
Em 2011, conta o médico Assaf Hadba, uma comitiva de Bauru foi até o ex-ministro da Saúde, Adib Jatene - falecido em 2014. "Na ocasião, Pedro Tobias, José Alberto de Souza Freitas, o Tio Gastão (na época, superintendente do Centrinho) e o diretor do Grupo Cidade, Renato Zaiden, buscavam apoio para a instalação do curso. O ex-ministro mostrou entusiasmo e encampou a luta de Bauru, no intuito de que o governador Geraldo Alckmin e a USP aprovassem a Medicina. O Adib (Jatene) era meu amigo e fomos lá. Ele disse que nos apoiaria para que a USP criasse o curso. Na ocasião, ajudamos a abrir portas. Plantamos uma semente e, agora, deu frutos. E Bauru merece. Pelo porte da cidade, precisa ter esse curso", relembra Assaf.
"Nessa reunião em 2011, a gente foi até o HCor em São Paulo conversar com o Adib Jatene. O Pedro Tobias, o Assaf Hadba, que sempre lutou pelo curso, e o Renato Zaiden, que apoia todas as causas a favor de Bauru, estiveram juntos. Na época, quase o curso foi viabilizado. Em 2012, eu perdi a visão, o processo acabou parando, mas foi retomado pela Cidinha (diretora da FOB/USP) e outros diretores. Ela foi guerreira e lutou até o fim", destacou Tio Gastão, que durante décadas comandou o Centrinho.
Renato Zaiden lembra que Jatene fez a seguinte afirmação naquele dia: "Se existe uma cidade que tem méritos para receber uma faculdade de Medicina é Bauru. E, de preferência, um curso público, como o da USP".
|
| Aceituno Jr. |
![]() |
| Sandro Bussola |
CÂMARA
A Câmara Municipal também fez diversos pedidos ao longo das décadas. O vereador Pastor Lelo foi um dos grandes entusiastas no Legislativo local. Nessa terça-feira (4), o atual presidente da Câmara, Sandro Bussola (PDT), lembrou que a Casa de Leis sempre participou do processo de discussão de um curso público e ressaltou a união de forças com a prefeitura, o governo estadual e o deputado Pedro Tobias. Gazzetta também postou um vídeo nas redes sociais agradecendo a dedicação de Tobias e do secretário de Saúde, José Eduardo Fogolin.
|
SAÚDE COMO VOCAÇÃO DA REGIÃO
A implantação da Medicina vai muito além do curso em si. A cidade ganhará um novo hospital, que chegará a 220 leitos, e para que o Estado faça esse investimento, a prefeitura vai assumir a gestão de boa parte dos leitos do Hospital de Base, ajudando a custeá-lo, permitindo assim drástica redução da fila de espera por vagas hospitalares.
Outro ponto importante é a consolidação de um grande polo regional de saúde. "Bauru já é referência em odontologia com um dos melhores cursos do mundo; temos o Centrinho e, em um raio de 100 quilômetros, Marília tem curso público de Medicina e Botucatu também, além de Jaú que conta com o Hospital Amaral Carvalho, referência na oncologia", lembra o diretor do Grupo Cidade, Renato Zaiden.
"O JC sempre apoiou causas da cidade: a Medicina é uma delas. Apoiamos a conquista de outras ações como a duplicação de rodovias que passam por Bauru, o término do Aeroporto Moussa Tobias e a retomada da avenida Nações Norte, além de causas sociais, como o Viva Bauru", completou.
|
![]() |














