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1.ª fase do tratamento de esgoto deve começar no final deste ano

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 3 min

Malavolta Jr.
Os vereadores Mané Losila, Fábio Manfrinato, Carlinhos do PS, Ricardo Cabelo, José Roberto Segalla e Natalino da Pousada conversaram com Éric Fabris e Ricardo Olivatto

O tratamento primário de esgoto - que consiste na retirada dos resíduos sólidos dos dejetos - na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) deverá começar no final deste ano, conforme estimativa do presidente do Departamento de Água e Esgoto (DAE), Éric Fabris. Cobrado pelos vereadores durante uma visita às obras da Estação, na manhã dessa terça-feira (4), o engenheiro reconheceu que há diversas indefinições no projeto, fato que levou ao atraso para a finalização de toda a estrutura.

Liderados pelo presidente da Comissão de Obras da Câmara Municipal, Mané Losila (PDT), os outros dois membros do grupo, Fábio Manfrinato (PP) e Carlinhos do PS (PV), bem como os vereadores Ricardo Cabelo (PPS), José Roberto Segalla (DEM) e Natalino da Pousada (PV), conversaram com Fabris e o titular da Secretaria Municipal de Obras, Ricardo Olivatto.

O presidente do DAE explica que a estrutura para o tratamento primário, ou seja, a separação entre o líquido e sólido, de 90% do esgoto da cidade - os outros 10% são tratados pelas ETEs Candeia e de Tibiriçá - já está concluída. Resta a compra dos equipamentos.

Fabris espera, ainda, que a entrega da construção completa ocorra só no final de 2018. "Concluímos 53% da parte civil e falta, também, a eletromecânica - inclusive, estamos começando a adquirir os equipamentos. É uma falácia dizer que uma edificação deste porte ficasse pronta em 12 meses, como prometeu a administração anterior", observa.

Como houve atraso, a prefeitura não está bancando o reajuste contratual e já economizou aproximadamente R$ 800 mil. Além disso, o DAE não contratará novos servidores, pelo menos, para a etapa primária do tratamento de esgoto, porque o contrato entre o município e a empresa responsável pelas obras - a COM Engenharia e Comércio Ltda - prevê que esta forneça efetivo e treinamento aos funcionários da autarquia durante 18 meses.

Já o vereador Mané Losila alega que a entrega das obras estava marcada para o final de 2016. Assim como na nova gestão, quando também havia uma expectativa de conclusão rápida, isso não ocorreu. "Os erros no projeto, a burocracia e os testes nas estacas - que serão finalizados só em agosto - estão atrasando a entrega da ETE. O problema não é dinheiro", argumenta.

Falando nisso, a ETE está sendo construída com recursos do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC), conquistados pelo município a fundo perdido, com contrapartida da prefeitura. Na obra em si, estão sendo investidos R$ 118 milhões pelo governo federal e R$ 11 milhões pelo município.

Agora, o parlamentar espera que o novo cronograma seja cumprido e garante que a Comissão fiscalizará o andamento das obras periodicamente.

INDEFINIÇÕES

Aos vereadores, o presidente do DAE reconheceu que as indefinições do projeto têm atrasado as obras. "O DAE deveria ter contratado uma segunda empresa para auditar o projeto, que ficou engavetado de 2010 a 2014, quando foi licitado", critica.

Além disso, o secretário de Obras, Ricardo Olivatto, frisa que o projeto foi contratado sem a chamada Assistência Técnica de Obra (ATO), que sanaria as dúvidas que aparecessem. Todavia, o município está correndo atrás do prejuízo e, há 15 dias, trouxe a direção da empresa responsável pelo planejamento das obras - a Arcadis Logos - a Bauru.

Na reunião, ficou acordado que a companhia enviaria, dentro de 20 dias, uma equipe de trabalho para dar assistência à continuidade do projeto.

AS ESTACAS

Questionado pelo vereador José Roberto Segalla (DEM), Éric Fabris afirmou que os testes nas estacas-raiz, cravadas para sustentar a ETE, serão finalizados só no mês de agosto. Conforme o JC já havia noticiado, desde outubro do ano passado, as obras foram desaceleradas em função de resultados insatisfatórios nos testes de carga das estacas, consideradas o "coração" da Estação.

O presidente do DAE não tem certeza se os resultados dos novos testes serão satisfatórios. Em caso negativo, o secretário de Obras, Ricardo Olivatto, aponta duas soluções possíveis: a execução de mais estacas ou a instalação de uma laje de execução no fundo da estrutura completa.

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