Regional

2.ª suspeita de agressão a crianças é presa


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A servidora pública Rita de Cássia Fogaça, suspeita de agredir crianças em uma creche municipal de Itatinga (120 quilômetros de Bauru) foi presa na manhã dessa quinta-feira (13). Acompanhada de um advogado, ela se apresentou na Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Botucatu e foi levada para a Cadeia de Porangaba, de onde foi transferida para a Penitenciária Feminina de Pirajuí.

Na noite de terça-feira (11), a Polícia Militar (PM) já havia prendido a funcionária Jacira Nunes, também suspeita de agressões contra crianças da creche, que atende 70 crianças com idades entre 2 e 4 anos. Conforme divulgado pelo JC, ela estava escondida na casa de um familiar em Botucatu.

As prisões preventivas foram decretadas pelo juiz Wellington Barizon, da Vara Única de Itatinga. A decisão do magistrado levou em conta as imagens registradas pela câmera de segurança instalada na creche. Nelas, as cuidadoras são flagradas agredindo as crianças com tapas e puxões de cabelo.

As cenas mostram, ainda, uma delas arremessando colchões nos alunos e um garoto, aparentemente de mais idade, agarrando e beijando à força uma menina com cerca de três anos. A criança corre para o colo da monitora e esta, ao invés de afastar o menino, segura a menina para que ele a beije.

Novas imagens do circuito de segurança obtidas pela Polícia Civil mostram que os maus-tratos seriam constantes. Nelas, as cuidadoras usam um cabo de vassoura para fustigar os alunos, puxam o cabelo de um deles, jogam outro pelos braços em um colchão e atingem as crianças com travesseiros.

SINDICÂNCIA

A diretora de Educação e Cultura de Itatinga, Maria Lígia Iosué Barnabé, disse que as servidoras foram afastadas de suas funções no último dia 7 e que uma sindicância foi aberta para apurar a conduta delas. As duas são auxiliares de serviços gerais, mas exerciam há anos a função de pajem na creche. 

Segundo o delegado Lourenço Talamonte Neto, assistente da Delegacia Seccional de Botucatu, com base em denúncias de 20 pais, um inquérito foi instaurado para apurar eventuais maus-tratos e corrupção de menores, além de crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

LIBERDADE

O defensor de Jacira, Marco Aurélio Capelli Zanin, entrou com pedido de revogação da prisão, mesmo caminho seguido pelo advogado de Rita, Júlio Fogaça. Eles alegam que as acusadas são primárias, têm bons antecedentes e que não há justa causa para as prisões. Os pedidos ainda são analisados e, em caso de negativa, ambos pretendem recorrer ao Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo.

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