Regional

Justiça Federal condena 'funcionários' de fábrica clandestina de cigarros

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 1 min

Após denúncia do Ministério Público Federal (MPF) em Bauru, a Justiça Federal condenou por crimes contra as relações de consumo, falsificação de papéis públicos e associação criminosa dois homens que trabalhavam em uma fábrica clandestina de cigarros em Areiópolis (69 quilômetros de Bauru).

A fábrica funcionava em uma fazenda e foi descoberta pela polícia em outubro de 2011. Na ocasião, foram apreendidos 115,5 mil maços de cigarros e 917,2 mil selos, destinados a controle tributário, falsificados. A.P.S., que trabalhava no local, foi preso em flagrante. Já J.D.S. foi identificado posteriormente.

Segundo os autos, a fábrica operava clandestinamente, sem autorização dos órgãos de vigilância sanitária, e os maços e insumos utilizados na produção eram armazenados em condições impróprias para consumo, com poeira e sujeira por toda parte, paredes sem reboco, piso de cimento e telhado sem forro.

Além disso, as cargas de cigarro saíam da fazenda de forma dissimulada, em carregamentos de legumes e verduras. A.P.S. foi condenado a seis anos e dois meses de prisão, enquanto J.D.S. foi condenado a sete anos e dez meses, ambos em regime semiaberto. Eles poderão recorrer da sentença em liberdade.

INQUÉRITO

Outro inquérito policial foi instaurado para tentar identificar as pessoas que trabalhavam no local e fugiram durante a operação policial. No mês passado, foi ajuizada ação penal em face de J.M.P., que assumiu ter trabalhado na fábrica clandestina de cigarros por cerca de cinco meses.

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