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Alguns postos já praticam novos preços de combustíveis em Bauru


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Os consumidores precisam correr se ainda querem encontrar preços antigos nas bombas dos postos de combustíveis em Bauru neste sexta-feira (21). Vários estabelecimentos já praticam os novos preços autorizados pelo governo a partir de hoje, após o aumento de impostos.

Alguns postos, como  o do Wal Mart, posto do supermercado Tenda, posto BR da rotatória da avenida Getúlio Vargas com a Rondon e vários postos da avenida Nuno de Assis ainda operavam com preços antigos logo de manhã. A economia ultrapassa os R$ 0,50 por litro no caso da gasolina. Nas redes sociais, as pessoas estão postando os locais para ajudar os amigos.

AUMENTO DE IMPOSTOS

Em nota divulgada nessa quinta-feira (20), os ministérios da Fazenda e do Planejamento informaram que o PIS/Cofins que incide sobre a gasolina vai dobrar, de R$ 0,38 por litro para R$ 0,79 por litro. Com isso, o litro do combustível poderá ficar até R$ 0,41 mais caro nas bombas.

As novas alíquotas serão publicadas na edição desta sexta-feira (21) do Diário Oficial da União. Os aumentos passarão a vigorar a partir de então. O PIS/Cofins pago pelo distribuidor de etanol, hoje zerado, vai a R$ 0,19.

O litro do diesel poderá ficar R$ 0,21 mais caro, já que alíquota subirá de R$ 0,24 para R$ 0,46. O governo informou que espera arrecadar R$ 10,4 bilhões neste ano com o aumento de imposto. Além disso, o Ministério da Fazenda informou que vai bloquear mais R$ 5,9 bilhões em despesas do Orçamento.

O aumento de impostos e o bloqueio extra ocorrem em um momento em que o governo enfrenta dificuldades em obter receitas.

A recuperação da economia é lenta, o que afeta a arrecadação de impostos, e projetos importantes no Congresso, como o Refis e a reoneração da folha de pagamentos, estão emperrados no Congresso Nacional.

ATRASO NO CRONOGRAMA

A previsão inicial era que o governo anunciasse a elevação do PIS/Cofins ainda ontem, antes da viagem do presidente Michel Temer e do ministro Henrique Meirelles (Fazenda) à Argentina, mas o cronograma acabou sendo atrasado porque a equipe técnica teve que refazer cálculos, para incorporar alíquota superior ao que previam inicialmente.

Os ministros Meirelles e Dyogo Oliveira (Planejamento) selaram o aumento em almoço com Temer nesta quinta no Palácio do Planalto.

Meirelles afirmou mais cedo  que o aumento do tributo é necessário para elevar as receitas do governo, que vêm diminuindo em razão da recessão.

"Houve queda da arrecadação, pelo resultado das empresas e também do setor financeiro, que refletiram os prejuízos acumulados nos últimos dois anos que estão sendo amortizados neste ano", disse. "Existem medidas de ajuste, fazendo com que o mais importante seja preservado".

A meta oficial é chegar ao fim do ano com deficit de R$ 139 bilhões.

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