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Acidentes caem por 3 anos e meio, mas trânsito segue perigoso

Ana Beatriz Garcia
| Tempo de leitura: 3 min

Malavolta Jr.
Queda de acidentes dentro de Bauru ocorreu, de forma seguida, em cada período de 365 dias na comparação de 2016 em relação a 2015, de 2015 ante 2014 e de 2014 a 2013, revelam dados  

O total de acidentes em Bauru caiu nos últimos três anos e meio. O primeiro semestre deste ano não vem contrariando essa tendência já que, comparado com igual período do ano passado, registrou declínio nas ocorrências. Mesmo assim, o número de vítimas fatais apresentou oscilação e até aumento (em 2014 e 2016) no mesmo período, o que pode ser justificado , em partes, por envolver motos e excesso de velocidade.

Dados divulgados pela Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural (Emdurb) revelam que durante os anos consecutivos de diminuição nos números de acidentes, as com vítimas graves e fatais são as únicas que apresentaram comportamento variável.

Neste ano, o número total de ocorrências até junho foi de 1.888, 17,3% abaixo do apresentado em idêntico recorte de 2016, com 2.283, acompanhando a tendência. Já o número de vítimas fatais registradas de janeiro a junho variou de oito, no ano passado, para 11, em 2017. Além disso, mesmo representando apenas 27% dos veículos envolvidos em acidentes, o documento aponta que as motocicletas são responsáveis por 61,5% das vítimas fatais no trânsito nos últimos três anos cheios.

"Das 11 mortes até junho deste ano, oito são motociclistas. Excesso de confiança, velocidade, imprudência e desrespeito à legislação são os fatores que transformam esse motorista em uma vítima em potencial. Esses são acidentes que poderiam ser evitados, mas por falha humana, acabam acontecendo", afirma o 1.º tenente José Sérgio de Souza, comandante do Pelotão de Trânsito da Polícia Militar.

CONSCIENTIZAÇÃO

Em 2014, foi criado o Grupo de Ações para a Redução de Acidentes de Trânsito (Garat) formado por representantes de entidades relacionadas ao trânsito como Emdurb, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Samu e Secretaria de Obras.

"Cada um dos grupos tinham suas estatísticas aleatórias. Da criação do Garat pra frente, nós pudemos cruzar esses dados e começar a monitorar os locais que tinham maior índice de acidentes", afirma o gerente de engenharia e estatística de trânsito da Emdurb e membro do Garat, Nelson Augusto Neto.

Com o crescimento da frota na cidade que, segundo dados do Denatran, até maio de 2017 soma mais 270 mil automóveis, o representante da Emdurb acredita que promover ações para conscientização dos motoristas e pedestres, juntamente do trabalho da Polícia Militar em pontos com maior acometimento de acidentes, é um dos fatores que auxiliam na diminuição do índice de acidentes de trânsito ao longo desses últimos anos.

"Nós fazemos ações de fiscalização e orientação, principalmente, com os motociclistas. É um trabalho de conscientização que esperamos que possamos colher bons frutos para diminuir ainda mais esses números", complementa o comandante do Pelotão de Trânsito da Polícia Militar.

Dos pontos críticos, um dos mais perigosos da cidade, o cruzamento da avenida Nações Unidas com a Nuno de Assis continua líder em acidentes seguido por outros pontos da mesma avenida. Mas, de acordo com informações da Polícia Militar, nenhum dos casos registrados neste ano ocorreram nessas localidades.

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