A legislação trabalhista brasileira é originária da década de 1940, instituída pelo Governo Getúlio Vargas durante a reforma do chamado Estado Novo. Até então, o Brasil era uma País primitivo e com aspectos rurais.
Nesse momento, iniciava-se a expansão da manufatura de base que por muitas décadas depois daria sustentação aos grandes empreendimentos industriais no Brasil.
Para os modelos atuais de atividades de trabalho, essa legislação é nitidamente anacrônica e não favorece nem as empresas e tampouco os trabalhadores, que precisam se adequar à uma economia moderna e globalizada.
Em países desenvolvidos, onde os sindicatos são sérios e não se envolvem em artífices partidários, foram eles que propuserem as reformas que levaram grandes nações da Europa a terem legislações trabalhistas de vanguarda.
Já no Brasil, onde impera a obrigatoriedade da chamada contribuição sindical, que serve apenas para alimentar a corrupção em muitos sindicatos, que por sua vez elegem corruptos, as coisas são bem diferentes.
Os únicos que estão contra as reformas trabalhistas brasileiras são justamente os grandes sindicatos e alguns partidos políticos aliados, que com a reforma trabalhista vão deixar de receber milhões de contribuição compulsória.
Com isso, aqueles que sempre sugaram essas contribuições sindicais para financiar campanhas eleitorais é que vão sentir o grande impacto.
A reforma trabalhista vai levar o Brasil a um novo contexto econômico igualando-se aos países que já adotaram essa postura nas relações de trabalho e fizeram suas economias alavancarem.
Somente isso não resolve os problemas do Brasil, onde a maioria da população não sabe votar, escolhe errado seus representantes e mesmo sabendo que seus escolhidos são corruptos ainda os defendem, mas é um importante passo para acabar com as corrupções e começar a passar o Brasil a limpo.
O autor é especialista em sustentabilidade e Direito Ambiental e colaborador do JC