| Douglas Reis |
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| A Secretaria de Planejamento de Bauru teve dois funcionários afastados. Corregedoria da prefeitura realiza apuração interna |
Os dois servidores da Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan) envolvidos na investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) - Bauru, cujos nomes não foram divulgados, foram afastados dos respectivos cargos pela Prefeitura de Bauru. Além da apuração por parte do Ministério Público (MP), através do Gaeco, o município também investiga a conduta dos funcionários por meio de uma sindicância, que está em vias de ser concluída pela Corregedoria.
O caso "estourou" na última terça-feira (25), quando o Gaeco fez a apreensão de dois computadores na sede da Seplan, levando ainda os dois servidores envolvidos para prestar depoimento na sede do Ministério Público. A suspeita é de falsificação de documentos para obtenção de vantagem pessoal em uma área da cidade. Os nomes dos funcionários não foram divulgados devido às investigações estarem em fase inicial, uma vez que o MP ainda não apresentou denúncia ao Poder Judiciário.
De acordo com o secretário interino de Planejamento, Maurício Porto, um dos servidores ocupava uma função de confiança dentro da pasta. Ele foi exonerado deste cargo em comissão e afastado de suas atividades, devendo permanecer assim até que a sindicância seja concluída. O teor da sindicância não foi detalhado, mas Porto adianta que, possivelmente, o caso deve se transformar em processo interno, quando o funcionário pode ser exonerado, se forem comprovadas as denúncias - tendo, naturalmente, chance de se defender.
A outra servidora envolvida já estava afastada, por conta de problemas particulares, e de qualquer forma seguirá fora da prefeitura até a conclusão da sindicância e de algum eventual processo interno. Ela não ocupava função de confiança. Ambos são servidores de carreira (concursados) e estão há cerca de dez anos na prefeitura.
INVESTIGAÇÃO
O JC manteve contato com os promotores públicos responsáveis pelo Gaeco em Bauru. Eles confirmam que a investigação corre sob "absoluto sigilo, pois ainda está em fase prévia de apuração". O órgão evita mencionar nomes e prazos para o desfecho do caso e diz que mais pessoas serão ouvidas, dentro e fora do serviço público.
Após todas as oitivas e provas materiais, como documentos, o MP pode oferecer denúncia ao Poder Judiciário, revelando inclusive as pessoas envolvidas. O Gaeco também reiterou que a prefeitura tem colaborado com o processo de investigação, fornecendo informações e documentos sempre que requisitados pelo MP, para a devida apuração da possível falsificação de documentos e outras condutas ilícitas que podem estar envolvidas no caso.
O prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSD) também já declarou publicamente que o município já estava colaborando com o processo de investigação e seguirá fornecendo tudo que for solicitado pelo Ministério Público. O chefe do Executivo também disse que a administração está atenta a outros casos que possam ocorrer, e alertou os servidores que estão cometendo atos ilícitos a pedir exoneração, pois tais atitudes, se descobertas, não serão toleradas.
