Política

Seplan: dois servidores são afastados

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 2 min

Douglas Reis
A Secretaria de Planejamento de Bauru teve dois funcionários afastados. Corregedoria da prefeitura realiza apuração interna

Os dois servidores da Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan) envolvidos na investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) - Bauru, cujos nomes não foram divulgados, foram afastados dos respectivos cargos pela Prefeitura de Bauru. Além da apuração por parte do Ministério Público (MP), através do Gaeco, o município também investiga a conduta dos funcionários por meio de uma sindicância, que está em vias de ser concluída pela Corregedoria.

O caso "estourou" na última terça-feira (25), quando o Gaeco fez a apreensão de dois computadores na sede da Seplan, levando ainda os dois servidores envolvidos para prestar depoimento na sede do Ministério Público. A suspeita é de falsificação de documentos para obtenção de vantagem pessoal em uma área da cidade. Os nomes dos funcionários não foram divulgados devido às investigações estarem em fase inicial, uma vez que o MP ainda não apresentou denúncia ao Poder Judiciário.

De acordo com o secretário interino de Planejamento, Maurício Porto, um dos servidores ocupava uma função de confiança dentro da pasta. Ele foi exonerado deste cargo em comissão e afastado de suas atividades, devendo permanecer assim até que a sindicância seja concluída. O teor da sindicância não foi detalhado, mas Porto adianta que, possivelmente, o caso deve se transformar em processo interno, quando o funcionário pode ser exonerado, se forem comprovadas as denúncias - tendo, naturalmente, chance de se defender.

A outra servidora envolvida já estava afastada, por conta de problemas particulares, e de qualquer forma seguirá fora da prefeitura até a conclusão da sindicância e de algum eventual processo interno. Ela não ocupava função de confiança. Ambos são servidores de carreira (concursados) e estão há cerca de dez anos na prefeitura.

INVESTIGAÇÃO

O JC manteve contato com os promotores públicos responsáveis pelo Gaeco em Bauru. Eles confirmam que a investigação corre sob "absoluto sigilo, pois ainda está em fase prévia de apuração". O órgão evita mencionar nomes e prazos para o desfecho do caso e diz que mais pessoas serão ouvidas, dentro e fora do serviço público.

Após todas as oitivas e provas materiais, como documentos, o MP pode oferecer denúncia ao Poder Judiciário, revelando inclusive as pessoas envolvidas. O Gaeco também reiterou que a prefeitura tem colaborado com o processo de investigação, fornecendo informações e documentos sempre que requisitados pelo MP, para a devida apuração da possível falsificação de documentos e outras condutas ilícitas que podem estar envolvidas no caso.

O prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSD) também já declarou publicamente que o município já estava colaborando com o processo de investigação e seguirá fornecendo tudo que for solicitado pelo Ministério Público. O chefe do Executivo também disse que a administração está atenta a outros casos que possam ocorrer, e alertou os servidores que estão cometendo atos ilícitos a pedir exoneração, pois tais atitudes, se descobertas, não serão toleradas.

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