Régia, a bondosa
Virgem imaculada
Pelos pequenos poderes
Escravizada.
Diz que trabalha, doa aos pobres
De sua boca torpe
O fel escorre.
Sentada no trono de seu rabo enrolado,
Bate sete vezes seu tridente contra o
barro e profetiza:
ELES são o lodo!
Não chafurdeis junto à Régia
Na lama do engodo!
Da alheia vida se ocupa,
Com a felicidade alheia,
Ofendida!
Trabalha o caos, doa aos pobres.
Não se mistura aos que não têm posses
De sua alma vazia, O fel escorre
Vai Régia ser réptil nesta tua vida fodida!
Sem eira nem beira
De sentido desprovida.
Alimenta-te dos livros,
Salmos, profetas de outrora
Faça algo, senão a futilidade te devora!
Régia Vadia!
Pobre criatura de elite,
Sem classe,
Sem cor,
Sem persona,
Sem coragem.
Jaz nas convenções da sociedade.
Digna de compaixão...
Hipócrita e sandia,
O fel afoga sua alma vazia.