| Malavolta Jr. |
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| Contra Temer e as reformas propostas, o grupo fechou os dois sentidos da Marechal Rondon, na altura do quilômetro 339 |
Na tarde dessa segunda-feira (31), por volta das 17h, centenas de manifestantes paralisaram a Marechal Rondon em protesto contra o presidente Michel Temer e a reforma trabalhista proposta pelo governo federal. Além da rodovia, o grupo – que se concentrou por volta das 14h, na Praça da Paz – ainda caminhou nas avenidas de grande fluxo na cidade, Nações Unidas e Rodrigues Alves, em direção à Câmara Municipal, onde finalizaram o ato.
Estavam presentes integrantes do Movimento Social de Luta dos Trabalhadores (MSLT), do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), do Central Única dos Trabalhadores (CUT), do Povo Sem Medo e da Frente Brasil Popular. De acordo com informações do movimento, 2 mil pessoas participaram do ato na Marechal Rondon chegando a 4 mil no prédio do Legislativo. Já a Polícia Militar informou ter cerca de 500 manifestantes na rodovia e de aproximadamente 800 em frente à Câmara Municipal. A manifestação foi pacífica.
“Este é um ato em defesa a democracia. Nós queremos com ele chamar a atenção do povo bauruense para essa luta”, afirma o dirigente de Sinergia CUT e presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) em Bauru.
Com gritos de “Fora temer”, o ato que interditou por cerca de 20 minutos as duas faixas da rodovia, na altura do Km 339, também reivindicou a saída de Michel Temer da presidência, que viverá mais um capítulo nessa quarta-feira (2), com a votação da denúncia contra o presidente, na Câmara dos Deputados.
“Este é um momento delicado da vida política brasileira e a única alternativa que nós temos é a pressão aos deputados e o debate na sociedade para todos, conjuntamente, enfrentarmos esse tempo histórico e propor mudanças para o país. O MST está junto nisso, com a particularidade do debate sobre a reforma agrária mas inserido no debate político atual”, declara o coordenador nacional do MST, Gilmar Mauro.
Itamar Calado, coordenador regional da CUT, explica que o desejo é interiorizar os movimentos sociais no estado de São Paulo e que a cidade tem grande importância nisso. “Bauru foi escolhida porque nós tivemos aqui uma das maiores manifestações do Brasil, no dia 28 de abril. Por conta disso, a CUT, o MST, e os movimentos sociais ligados à Frente Brasil Popular e a Povo Sem Medo resolveram iniciar essa jornada de luta, junto de outras partes do país, até a cassação definitiva do Michel Temer”, conclui.
Na quarta-feira (2), representantes da CUT e dos outros movimentos sociais estarão em Brasília em manifestação a favor da cassação do Presidente da República.
Opiniões divididas
A manifestação dividiu a opinião dos motoristas que aguardavam a liberação da rodovia. Para Fabrício Franco, 37 anos, o atraso para chegar ao trabalho atrapalha. “É ruim quando isso acontece porque isso acaba atrapalhando o nosso trabalho”.
Nirceu Pilon, 62 anos, que passava por Bauru a caminho de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, destacou a importância democrática do ato, mas concordou com a ação. “Ainda tenho alguns quilômetros pela frente e isso atrapalha a gente. Mas, democracia é democracia, tem que respeitar”. Já Marlene Barbosa Ramos, 53 anos, voltava para casa no momento e afirmou que, mesmo sendo complicada a espera, é possível aceitar. “Se for para o nosso bem, para a melhora do País, a gente aceita”, conclui.
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