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Kung fu: atletas da Garra de Tigre vão estudar na China

Thiago Navarro
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Divulgação
Há cinco anos na modalidade, Caio Pitoli (aqui no centro, ao lado de Richard Leutz e Adriano Pitoli) tem resultados expressivos
Thiago Navarro
Rafaela Felix é aluna do projeto desenvolvido no Núcleo Geisel, onde treina desde os 12 anos

Dois jovens terão a oportunidade única de fazer toda a graduação de graça na China, através do Kung Fu. Caio Pitoli, de 21 anos, e Rafaela Felix, de 18 anos, são atletas da Academia Garra de Tigre de Kung Fu, e embarcam no começo de setembro para a China, onde estudarão na Universidade de Esportes de Pequim, uma das principais do país, berço da modalidade.

O convite surgiu através de uma parceria da Universidade com a Confederação Brasileira de Kung Fu (CBKF) e a entidade bauruense foi selecionada para enviar dois integrantes. Caio Pitoli está no esporte há cinco anos, é de Lençóis Paulista e vem colecionando conquistas. Rafaela Felix é aluna do projeto desenvolvido na Academia Municipal no Núcleo Geisel, onde mora em Bauru desde que nasceu.

"É uma chance única mesmo. Vai ser bom para mim e para minha carreira, estarei no país que é a raiz do kung fu, onde tudo começou. O grande desafio será aprender bem o mandarim. Não conheço nada do idioma, e como o curso para aprender mandarim será dado com base no inglês, estou procurando aprimorar a língua inglesa primeiro", explica Caio.

"Eu estou me dedicando bastante no inglês para poder aprender bem o mandarim. Acho que será o maior desafio mesmo. Minha família está dando todo o apoio", comenta Rafaela, que começou aos 12 anos de idade no projeto. Ambos devem ficar cerca de cinco anos na China, pois terão um primeiro ano de aulas de mandarim, e depois começarão efetivamente o curso de Educação Física, que possui diferentes vertentes na universidade chinesa.

ESCOLHA

Ao todo, 300 pessoas do mundo inteiro tentaram as 80 vagas oferecidas pela Universidade - 16 brasileiros foram escolhidos. Eles terão o estudo gratuito e ainda moradia sem custo e ajuda para alimentação. "Para a gente que está no Kung Fu há tantos anos, é gratificante. São jovens que terão a vida transformada através da modalidade, tendo a oportunidade de estudar em outro país, aprender outro idioma e conhecer uma nova cultura. Só por isso, digo que vale a pena", declara o coordenador da Academia Garra de Tigre, Richard Leutz.

Os dois jovens embarcam para a China no começo de setembro. Eles farão a inscrição no dia 14 do mesmo mês, iniciando em seguida as aulas de mandarim. "Os dois vão ter que se acostumar com o frio. Nesta época agora está calor, eles vão chegar ainda no verão. Mas depois entra o inverno e é bem rigoroso, fazendo até 15 graus negativos em Pequim. Já estive lá no inverno. Mas a bolsa que eles vão receber é de um bom valor, suficiente para que eles tenham uma boa alimentação e comprem roupas e itens necessários no dia a dia. É uma oportunidade que eles precisam agarrar e aproveitar", conclui Leutz.

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